terça-feira, 19 de julho de 2011

*-*

e tinha aquela garota. que desenhava relógios no pulso. tinha um mundo de palavras escondido nos bolsos e um sorriso triste sempre no rosto. não sabia onde queria ir. não sabia porque queria ir. apenas ia, sem pensar em nada. sabia que gostava de alguém que não gostava dela. sabia que isso doía. só não sabia fazer parar. ela cansou de esperar as horas passarem. cansou de ser esperada. cansou de tudo. agora ela vive em um mundo sem nenhum relógio, só aquele, desenhado no pulso, sempre errado, sempre certo, sempre nada. no mundo dela só tem palavras. só tem sentimentos. e ninguém pergunta que horas são. porque o relógio está parado. o tempo está parado e ninguém quer que ele ande mais. sem hora marcada, sem compromissos. sem beijos apressados. tudo no seu tempo. tudo certo. sem dia, nem noite. é tudo como e quando deve ser.
mas tinha aquele cara. que não tirava os olhos do relógio. estava sempre contando os minutos, sempre pensado no depois. até que ela o fez ele parar. e eles ficaram assim, parados, sem pensar em nada, apenas vivendo aquele momento. e ela mostrou para ele que os relógios eram relativos, que o mundo fica feliz quando se tem apenas um relógio, desenhado no pulso. mas ele foi embora, viver com hora marcada e a deixou em alguma esquina, conversando com algum estranho. ele esqueceu dela.

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