domingo, 24 de abril de 2011

O que você sabe?

Você sabe me olhar com os olhos gelados e me fazer chorar. Você é o único capaz. Você sabe falar comigo, sobre qualquer coisa e me fazer só pensar em uma. Você sabe que eu sinto e mesmo assim, mesmo assim, mesmo eu tendo contado a você a unica verdade indizível que existia dentro de mim, mesmo assim eu não consigo me aliviar. Você sabe meu bem, que eu tremo de frio porque você não me aqueceu nunca mais. Você sabe que eu queria ver você todos os dias. E que você sorrisse para sempre para mim. Você sabe como te ver me machuca. Você sabe que a culpa não é sua. Eu também sei. É uma das poucas coisas que eu sei. Você sabe que eu estou morrendo. Você sabe sentir dor, e sabe fazer parar. Eu não. Por isso a cada dia eu morro mais, e dói, nós dois sabemos disso, só não sabemos quanto tempo eu ainda tenho. E você não sabe o que fazer para me ajudar. Nem como seria se estivéssemos juntos agora.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A ultima vez que eu o vi. Ele estava caindo em um abismo. Eu estava o perdendo para mim mesma. Para sempre. E não tinha me dado conta disso. E agora, eu não sei se acredito que ele me perdoaria se estivesse aqui, ou se ele se foi pensando "Porque?". Eu não sei quanto tempo faz. Acho que já faz um mês e meio. Depois que ele se foi. O tempo se tornou dor. E veio assim devagar passando lentamente, mais lento que o normal, e rasgando. Eu não o culpo. A culpa será para sempre mim. Eu quis arriscar mais do que eu podia perder. Eu também me pergunto "Porque?", meu amor. Depois que ele se foi, as lembranças se espalharam-se pela mesa. Pela cama. Pelo meu travesseiro. É impossível não perceber a sua presença em cada cômodo da casa. Mas, ele sorriu. Sim, ele sorriu enquanto caia. Porque ele sorriria? Eu não consigo entender. E assim que eu me lembro de você. Caindo pra sempre em qualquer lugar onde eu não vou poder te ver, nem te querer nunca mais.    
Eu te perdi pra mim, não pra morte. Essa é a pior parte. Você está vivo, e eu não posso viver junto com você. Juntos, para sempre nós dissemos, sem nos dar conta. E prometemos em silêncio, enquanto o frio nos mantinha juntos. E agora, meu amor, o frio está ai. E você não está aqui para me abraçar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Última vez.

Então me abra os olhos, como se fosse da última vez. E me beije, com um beijo amargo, com um beijo de despedida. Me faça querer outros beijos, mas aquele, era o último... E eu não posso te pedir mais um. Também não posso te pedir pra ficar do meu lado. Nem posso escolher, o que mais importa para mim. Então me abrace forte, para compensar, todos os abraços que você nunca mais vai me dar. E me deixe ouvir pela última vez, as batidas do seu coração. E me deixe ouvir, pela última, pela última vez, eu prometo pela última vez, a sua respiração. E me deixe guarda-la, dentro de mim. Para sempre. E me deixe respirar porque você respira. Sorrir porque você sorri. Mas você nunca mais sorrirá ao meu lado. Então estarei assim sem sorrir, nem rir. Então me olhe no fundo dos olhos pela última vez, bem fundo e veja o que eu escondia dentro de mim todas as vezes que eu desviei o olhar. Agora não preciso mais esconder. Porque não faz diferença. Estou aberta. Me olhe bem no fundo dos olhos, porque eu sei que você nunca mais irá me olhar nos olhos outra vez. E segure bem firme a minha mão, para que eu não me vá. Até que você se vá, sem nenhuma promessa de retorno. E eu fique para sempre parada esperando alguém que já foi embora há muito tempo. E fale comigo, bastante, para que eu possa guardar a sua voz. Porque eu sei que nunca mais ouvirei ela novamente. E sorria também, já que nunca mais sorrirá. Você poderia me prometer que tudo vai ficar bem, apenas para eu ter algo para acreditar quando está noite acabar. Pelá última vez meu amor. E assim, querido, assim sou infeliz para sempre.

domingo, 17 de abril de 2011

Hoje não,

Hoje não sei quem sou
Não sei, ao menos o que sou
Apenas sou, sem ter certeza de que realmente
posso ser

Hoje os sonhos perpétuos de alegria
ou de tristeza
Se quebraram como cristal
E eu não sei cola-los
Não sei se consigo 

Hoje as facas me atravessaram 
Não como facas, mas como mãos
Que puxaram de mim
Qualquer ilusão de ser feliz
                                         Mas não de ser
Hoje não me sorriram
com seus sorrisos vis
Nem me pediram pra fingir
Que meu sorriso era branco e verdadeiro
Nem sei se não é
Ou se é


Hoje as palavras malditas
mal ditas
Sem sentido
E amontoadas dentro de mim
Ressoaram
como um coral
e me disseram quem eu sou.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Te amei.

Te amei. E amo. E te amarei também. Ainda e pra sempre. Não tenho como dizer nada. Por isso eu espero que você leve esse silêncio com você para sempre. Será o nosso silêncio. O nosso instante. E significara muito. Mesmo que seja só um silêncio. E as outras pessoas irão dizer: - Hey, o que elas fazendo o que em silêncio? E não entenderão que aquilo significa muito para nós. Quando estivermos juntas, irão olhar para nós e se perguntar: - O que fazem aquelas duas perdidas no silêncio? E talvez riam, porque é diferente. E eu não me importo que riam. Não importa. Seremos nós, e o silêncio. E ninguém poderá interromper-nos enquanto estivermos juntas. E as palavras serão desnecessárias. Enquanto as outras pessoas se esforçarem para dizer algo importante para quem importa, eu olharei dentro de você e saberei exatamente o que sente. Por que se eu olhar dentro de mim, verei que somos iguais. Acho que não tem mistério. É só silêncio. Que invade a alma e nos diz tudo o que há para saber.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Esclarecimento.

Am, okay, seguinte, essa estória é bem grandinha, eu acho, e vou posta-la por partes, e acho que é só. Leiam a Pequena Princesa de Vidro, pelo menos isso. Beijos :~~~E até daqui a pouco.

A PEQUENA PRINCESA DE VIDRO

- Capítulo 1: A Chegada.
     Quando me dei por conta, eu estava em frente a um casarão antigo, daqueles com janelões e portas imensas. De dentro desse casarão eu pude ouvir uma melodia triste e lenta. Toquei a campainha e um mordomo totalmente vestido de branco e pálido como a neve abriu a porta e soltou uma exclamação de alegria: - Não prive todos nós de sua companhia, venha! entre! - e com um suspiro de alívio prosseguiu - rápido. A Princesa e todos os convidados te esperam. Não há tempo para perder, vamos, entre.

sábado, 9 de abril de 2011

Minta, apenas para não perder o hábito.

Minta, como se fosse a última mentira. Minta, como se não importasse mais. Se é verdade ou se é mentira. Porque ninguém se importa de verdade mesmo. Minta, mas minta de um jeito que seja impossível de não ser verdade. Minta para mim, me olhando nos olhos, e me faça acreditar que a mentira sou eu. Talvez seja verdade. Mas eu não posso ter certeza quando eu olho nos seus olhos. Eles só me trazem mais perguntas. Enquanto eu só queria te fazer uma. Mas eu já sei a resposta, então pra que perguntar? Eu já sei a resposta, então pra que me importar? Minta, como se fosse difícil dizer a verdade. Talvez seja. Mas eu não sei. Não posso viver apenas de suposições. Minta como se fosse fácil mentir. E pra você, talvez seja. Minta para mim, e me convença a não ir até o fim. Mas é o único fim que eu conheço, então me deixe ir para ele. Você não se importa, eu sei. Apenas assista enquanto eu caio no meu abismo. A culpa não é sua, eu sei.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Meu bem.

     Faça-me real apenas uma vez. E realize tudo o que poder. Porque, meu bem, o tempo está passando, bem na nossa frente, e não estamos fazendo nada. Faça-me sorrir milhares e milhares de vezes. E eu te darei a minha vida. Porque, meu bem, acho que estou cansada demais para ficar sofrendo. Faça-me pular de alegria. E pularei de cabeça no seu mundo. Meu bem, porque esperar? Faça-me correr, quadras e quadras atrás de você. E eu correrei o mundo inteiro ao seu lado. Porque, meu bem, estaremos juntos. Faça-me arriscar tudo o que eu ainda posso ter. E tudo o que eu tiver será seu. E você será meu. Faça-me olhar o mundo com outros olhos. E olharei pra sempre nos seus. Faça-me sonhar acordada com a realidade. E prometo ser sua, nos meus sonhos e na minha vida. Faça-me dar risadas daqueles que rirem de mim. E eu sempre terei um sorriso para você. Faça-me triste, para poder me fazer feliz. E prove pra mim, que você sempre está certo. Que eu te provo, com muito gosto. E te provo, de novo e de novo. Como se fosse da primeira vez. E sempre prometendo que será a última. Faça-me forte. Forte para aguentar até você chegar e me salvar. E agora, faça-me parar de chorar. Por que só você pode. Faça-me sua.

Eu não.

Preste atenção, ouça novamente o que acabou de dizer. Isso pode mudar muito. Essas duas palavras. Essas cinco letras, são capazes de destruir com qualquer um. São fatais. E são pra sempre, mesmo que não sejam, elas serão. Por isso não as diga assim. Como se não fossem nada. Elas significam muito. E eu preferia que você nunca as dissesse. Porque depois que você as disser para mim, elas irão me atormentar até eu definhar completamente. Então me reserve o seu silêncio. Não tem que dizer. Apenas me olhe. Eu prefiro não ouvir. Reserve para mim, e somente para mim, o seu silêncio absoluto. E converse comigo com os olhos, concorde com a cabeça, diga-me não com as sobrancelhas. Fique assim, do jeito que está. Sem mudar nem o jeito de olhar para o chão. Apenas não diga eu não.

terça-feira, 5 de abril de 2011

sara te amo.

Sarah, vamos dividir nossas lágrimas. Vamos rir sem parar de toda essa gente sem graça nem vida, como se elas fossem uma piada, como se fossem uma comédia. Mas na verdade, somos nós que somos assistidas, e infelizmente, julgadas. E eles dizem como devemos ser, como devemos fingir que somos felizes. Não precisamos ouvi-los. Eles não sabem o que é viver. E eu não me importo com o que eles podem nos dizer. Nem se riem, ou se choram suas vidas inúteis. Nós estamos juntas, e eles não podem mudar isso. Sara, você entende? Eles podem fazer o que quiserem, nada vai mudar. Sara, você sente. Sente como eu sinto. Por isso eu te amo. Por tudo e por nada. Pelas lágrimas e pelo riso. E pela platéia. Por que nós somos nós.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Parabéns.

Parabéns por não dizer.
Parabéns por dizer.
Mas é muito mais que isso não?
Parabéns por fingir que não viu.

Parabéns, por que você segue vivendo.
Parabéns por não sentir.
Porque eu sinto. 
Parabéns por ainda sorrir.

Parabéns porque você é forte.
Eu não sou.
Acho que só você é.
Parabéns.

Parabéns pelas lágrimas
que não foram choradas
e que permanecem dentro
de ti.

Parabéns por elas, e por mim
E para mim, elas são o que importa.
Parabéns, porque as minhas eu já chorei
Eu já...

Parabéns por fazer o que eu não consigo.
Por ser rápido. Por ser fácil.
Aplausos para você. Mas não,
não agradeça. Ainda vem mais,
parabéns por ser assim. 

Sim, por ser assim, sem poder dizer, 
que dói. 
Parabéns, porque só dói em mim.
Parabéns, por provar que eu estava errada.
Parabéns por sempre ganhar, em um jogo
que ninguém sabe jogar, com suas regras esquisitas.

Parabéns por ser impossível de prever.
De ver. De ser. Mas não de querer.
Querer é fácil. Difícil é conseguir parar.
Talvez seja só pra mim, que seja assim.

Parabéns por olhar. 
Parabéns por não olhar.
Parabéns por não ver.
Parabéns pelo olhar indiferente.
Que entra dentro de mim, e me mata mais um pouco.

Parabéns por ir além.
Parabéns por ser tão bom.
Por ser como, não sei.
Por ser impossível de odiar.

Mas talvez seja eu que mereça um parabéns,
mereça um abraço e um "pode ficar calma,
estou aqui".
Mas talvez seja eu que não queria te odiar.

Parabéns mais uma vez para alguém que mais uma vez
mais uma e mais uma me fez chorar.
Parabéns porque a culpa não é sua. 
É minha. É apenas minha.
Então parabéns.
Parabéns, parabéns, parabéns.

domingo, 3 de abril de 2011

Fácil assim.

É fácil. Você não quer ver. Então fecha os olhos. Mas te atormenta não saber. Então você abre os olhos. Mas ao abri-los, você sofre. Sofre por ver que não significas nada. Que não és importante de verdade. Então fecha novamente os olhos. Mas aquilo que você viu ainda te atormenta. Agora você prefere não saber. É melhor viver na ignorância. Na escuridão. Só você e o que você pode suportar. Nada mais. Mas não, é mais forte que você. Você não aguenta. Talvez a sua imaginação seja pior que a realidade. Talvez você abra os olhos e esteja tudo bem. Então você abre os olhos e descobre que você não queria ver, não queria abrir. De olhos abertos você sorri. Pra dizer que sorriu. Mesmo que seja um sorriso falso. Pra dizer que não precisa. Que não dói. Que você também não liga. Mas você liga sim, então seus olhos estão abertos e você quer chorar. Fecha novamente. Não vê tudo. Não sente muito. Fecha. E abre rapidamente, pra provar pra si mesma e pra todo mundo que você é forte o suficiente. Mas você não é. E nunca mais, nunca mais será capaz de fechar os olhos novamente.