Eu não sei mais quê palavras usar para descrever o que sinto.
Flutuo entre hipóteses.
E regulo à mim mesma o tempo todo, escolhendo entre o momento certo de sentir e o de parar - desligar tudo - apagar as lembranças por uns instantes e seguir, sem nenhum movimento brusco, sem demonstrar expressão ou sentimento algum, leve e livre.
Estarei eu apenas tapando com as mãos os buracos da minha tristeza?
Não deveria eu ser inteira e integral?
Ao invés de esconder-me das coisas que sinto com sentenças fabricadas como: Foda-se, tudo isso não têm alguma outra solução?
Sou muito fraca para doar-me ao vento.
Necessito respirar coisas verdadeiras e puras.
Se há dentro de ti um sol de palavras e sentimentos, felicidade pura, coisas entorpecentes e tudo mais - tudo isso à minha espera, então desejo-te de todo o coração, dê-me a mão, me leve com você, me mostre tudo isso, agora.
Se tu desejas - por acaso - estar sob meus pés e minha cabeça, desejas sorrir-me e fazer-me feliz, que irei eu fazer?
Irei negar quem amo?
Irei negar-te por acaso?
Dentro de mim não há tamanha força.
Meu auto-controle tem limites, amor.
Se estiveres comigo então nada poderei fazer para resistir-te, e se partires, partistes, por acaso sempre estivestes comigo?
Há ilusões em todas as esquinas, mas sei, posso tocar-te.
Porem há medo dentro do meu coração, há um não ecoando, há olhos perdidos na escuridão vazia do meu ser.
Poderia por favor, querida doce solução cair dos céus, ao invés de eu cair por nada?
terça-feira, 4 de outubro de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
As infindáveis montanhas de dor que criaram este ser.
A inconsequência dos desejos momentâneos que duram eternidades no teu interior.
As palavras que te arranham a garganta, desejando sair, cruéis.
As ideias que não te saem da cabeça de modo algum, e você tenta refazê-las, faz tentativas de torna-las aceitáveis ou próximo disto, mas não há eficácia.
As estranhas sensações de estar e de não estar no mesmo exato momento, de não ser capaz de sentir o tempo e seus sinais por apenas instantes mas depois ter a existência esmagada por ele, de não compreender o que é isso que guia teu ser mas seguir com convicção.
As intermináveis horas perdidas a pensar e pensar, sem conclusões, mas o coração há de sempre querer tentar encontra-las outra vez e outras mais - enquanto for possível.
A escravidão eterna dos teus olhos, incapazes de se mover se quer um centímetro além.
A respiração sofrivelmente pesada, quase se pode ver em tuas costas arqueadas o peso que há, quase se pode senti-lo nos teus passos.
A escuridão que envolve a tua alma e ela pede sempre por mais.
As repugnantes proposições que vem a tona e você tenta não ouvi-las, você tenta em vão não presta-las atenção. Diz a si mesmo - mão que comprimem a cabeça, inúteis - voz engasgada, "Não são reais."
Mas no final da noite - lá estão elas - e se acumulam em pilhas da altura dos céus e você já não é nem abençoado pelo doce luar que emana da profunda escuridão para amenizar todo este sofrimento, e elas caem e caem - sem nunca haver esperanças que acabem - como uma avalanche que traz mais e mais, mas a desumana realidade é a de que você nunca os deixou sair a superfície, nem uma única vez, e não há hipóteses de se realizar tal insurreição.
Estão profundas no teu ser, moldam cada hipótese do teu futuro, são partes até mesmo dos teus ossos e sem elas talvez até mesmo o seu coração parasse de bater.
Não há como retira-las, seria como remover a tua estrutura, seria como apagar todas as coisas coerentes que já conhecestes em tua vida, destruir a tua história.
Então essas pilhas são tu mesma e todas as noites tu cai e todas as noites são cheias de dor - e isso é quem tu és.
E nos dias bons ainda reluz na tua mente este fato absoluto, e enquanto há um sorriso em teu rosto, ou sentimentos bons te tocando de alguma forma - ali está ele dizendo do que são feitos estes ossos - gritando a verdade dentro desses teus enormes salões de dor, e quando estás ao sol e mesmo quando és amada, não te deixa esquecer o que está dominando a tua existência em todas as ocasiões, não te deixa esquecer quem realmente tu és.
As palavras que te arranham a garganta, desejando sair, cruéis.
As ideias que não te saem da cabeça de modo algum, e você tenta refazê-las, faz tentativas de torna-las aceitáveis ou próximo disto, mas não há eficácia.
As estranhas sensações de estar e de não estar no mesmo exato momento, de não ser capaz de sentir o tempo e seus sinais por apenas instantes mas depois ter a existência esmagada por ele, de não compreender o que é isso que guia teu ser mas seguir com convicção.
As intermináveis horas perdidas a pensar e pensar, sem conclusões, mas o coração há de sempre querer tentar encontra-las outra vez e outras mais - enquanto for possível.
A escravidão eterna dos teus olhos, incapazes de se mover se quer um centímetro além.
A respiração sofrivelmente pesada, quase se pode ver em tuas costas arqueadas o peso que há, quase se pode senti-lo nos teus passos.
A escuridão que envolve a tua alma e ela pede sempre por mais.
As repugnantes proposições que vem a tona e você tenta não ouvi-las, você tenta em vão não presta-las atenção. Diz a si mesmo - mão que comprimem a cabeça, inúteis - voz engasgada, "Não são reais."
Mas no final da noite - lá estão elas - e se acumulam em pilhas da altura dos céus e você já não é nem abençoado pelo doce luar que emana da profunda escuridão para amenizar todo este sofrimento, e elas caem e caem - sem nunca haver esperanças que acabem - como uma avalanche que traz mais e mais, mas a desumana realidade é a de que você nunca os deixou sair a superfície, nem uma única vez, e não há hipóteses de se realizar tal insurreição.
Estão profundas no teu ser, moldam cada hipótese do teu futuro, são partes até mesmo dos teus ossos e sem elas talvez até mesmo o seu coração parasse de bater.
Não há como retira-las, seria como remover a tua estrutura, seria como apagar todas as coisas coerentes que já conhecestes em tua vida, destruir a tua história.
Então essas pilhas são tu mesma e todas as noites tu cai e todas as noites são cheias de dor - e isso é quem tu és.
E nos dias bons ainda reluz na tua mente este fato absoluto, e enquanto há um sorriso em teu rosto, ou sentimentos bons te tocando de alguma forma - ali está ele dizendo do que são feitos estes ossos - gritando a verdade dentro desses teus enormes salões de dor, e quando estás ao sol e mesmo quando és amada, não te deixa esquecer o que está dominando a tua existência em todas as ocasiões, não te deixa esquecer quem realmente tu és.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Então eu amo, e amo, e amo e...
E naqueles momentos em que nos sentimos quebrados, na forma mais miserável possível de nossa existência - quando o fundo do poço são nossos próprios olhos - é que nos destacamos no nosso maior potencial, movidos pela revolução.
A nossa alma é muito pura para se deixar definhar pelo sofrimento e pela dor, ela brilha na sua maior intensidade e cria o sol em nossa própria existência se isso for necessário para salva-la. Acredita-la até o fim é não apenas ser corajoso mas também tornar seu próprio significado puramente real neste ato - ter alma é ter coragem - e o medo ainda está correndo pelas suas veias mas ele não impede você.
Muito tristes são as almas que se deixam apagar por completo e entram no eterno limbo da indiferença - compostas por tons de cinza a perder de vista, impossíveis de distinguir entre elas - aquelas que estão esquecidas há muito tempo de que existem coisas puras e boas - como o amor e a amizade - movidas apenas pela imensidão dos sonhos vazios, olhos que apontam para o nada absoluto, palavras que não podem dizer a verdade e corações extintos.
Oh, pobre almas, nunca sentirão a doce brisa de verão que é o amor entrando em nossas almas, nunca saberão da existência dos tantos inclassificáveis arrepios na espinha que apenas o encontro de olhares pode causar, e imensuráveis/indescritíveis/incomparáveis outras sensações que invadem nossos sentidos quando nossa alma encontra a quem amar de verdade.
Eu sinto dor apenas em pensar nos momentos em que estive vazia, e não pude encontrar paz em nenhum lugar - com minha luta e com meu sangue - e eu não podia continuar, entretanto, continuava mas não sem todos os dias passear pelo inferno uma outra vez, e reviver tudo o que eu temia das maneiras mais terríveis possíveis, tudo o que havia acontecido e eu não podia esquecer, eu não podia perdoar, eu não podia deixar de pensar e pensar novamente, num ciclo que me tomava dias e dias, e não me deixava ser mais nada.
Apenas trevas, e em mim havia uma pequena porção de luz, distante - quase gelada - que conseguiu apenas de maneira fraca manter seu brilho naquele tempo, não apenas por lamentar a não-existência em que eu me encontrava, mas sim pelo reconhecimento de que - talvez - minha mente não pudesse migrar daquele estado. E o fim de tudo foi declarado em meu peito, e doei todos os meus sonhos as estrelas que povoavam o céu azul índigo daquela noite, eram poucas... mas poucos eram os sonhos, e deixei tudo o que havia para trás sem pensar nisso nenhuma outra vez - por que haveria de ser feito - em ordem de libertar-me desse sentimento de estranheza corporal, dessa sensação de não pertencer mais aos próprios atos, nem a própria realidade. Era preciso fazer. "Mas não haveria outras maneiras de libertar meu ser de seus domínios?" você pode estar a se perguntar - mãos que indagam - eu lhe respondo: "Um milhão delas, talvez, apenas em minha essência não pude cogitar outra forma de ser".
Mas números não significam nada - não traduzem os sentimentos que moldam tudo a minha volta, eles querem dizer apenas o que dizem e para mim se trata de mais que apenas isso - mas se o que diz essa existência renascida, pode ou não ser levado em consideração - o seu coração vai responder por você. Basta pulsar para você saber. Para mim essa foi a maneira que a melodia soou dentro de minha alma... Pode ser que não seja o mesmo para você, lembre-se que aqui escreve um humano sensível e inegavelmente falho.
O primeiro sentimento que me fez reagir a essas sinuosas estradas de sofrimento em que me encontrava foi a gratidão, gratidão eterna por tudo o que deu significado a minha existência, por tudo que criou meu ser, e principalmente por todos os pedaços de amor que pude recolher por aí, podem não ter sido abundantes, sim, mas formaram a minha essência, então nos momentos em que não sei muito disso, em que me sinto perdida, procuro por eles para que me digam de mil formas diferentes, tudo o que sou, o que fui, o que posso ser. E eles repetem a mim quantas vezes eu pedir, basta pedir.
E não apenas há gratidão em meu coração nesses dias onde o pôr do sol - com seus padrões de roxos tão lindos e surpreendentes - que me fazem acreditar na existência de algo inominável e que não convém discutir aqui, mas que inunda a minha alma - há nisso um certo calor inexplicável pode se dizer - e eu não sei negar de jeito nenhum a sua luz, eu apenas a permito entrar e permito que ilumine a cada pequena peça escondida em meu interior pois a ela não preciso nunca temer, sempre cuidou com muito amor de minhas feridas, sempre amou profundamente o meu ser.
Ah, sim, ao amor também dedico meus dias e noites - e todos os momentos que eu dispor de minha vida - e chego até a esvaziar minha boca de palavras quando estou ao seu lado, chego a não poder me controlar... Ele é meu querido solzinho de inverno e eu não posso nega-lo da mesma maneira que não posso negar a luz que a minha alma toca tão pura e profundamente.
Mas por que eu haveria de querer nega-lo? Não é ele meu querido e eterno baby blue, dono dos meus olhos, com seu amor imensurável logo pela manhã, quase que não posso sair da cama, quase não posso deixar seu lado por um segundo, irresistível de todas as formas, dilacera o meu interior apenas com seus olhos direcionados a mim.
Outras coisas é claro, ocupam minha mente, a maior parte delas: livros que desvendam almas, músicas para acalmar as tempestades que por vezes surgem sem nada avisar, céus memoráveis para reviver por incontáveis horas se for necessário, filmes que nos transportam para outras eras, dimensões, etc e apenas sendo citadas por último, as palavras que aqui escrevo.
Eu queria dizer que apenas relato aqui, por este meio que encontrei durante o meu caminho, o que sinto, o que vejo, o que penso. Aqui existo puramente, são as palavras ditas aqui, que por vezes nunca foram de fato ditas, que me libertam do sofrimento e que trazem amor morninho para que minhas mãos afaguem. É indescritivelmente boa a sensação de alguma forma ser reconhecida por esses atos, faço-os puramente em meu coração e eu confesso que a existência de tais sentimentos me soava impossível, me soava platônica, ás vezes até me soava um pouco pretensiosa...mas aceito de bom grado, verdadeiramente.
Aos que o fazem - seja da forma que for, silencio, carta, imagem, coração - um grande agradecimento saibam que isso significa muitíssimo para mim e enche meu coraçãozinho só de coisinhas boas.
Me garantem não-sei-o-que que me faz sonhar com flores violetas e campos sem fim e - ainda - me dão inspiração pura para seguir adiante.
Os meus sinceros sentimentos, queridxs.
Eternamente.
A nossa alma é muito pura para se deixar definhar pelo sofrimento e pela dor, ela brilha na sua maior intensidade e cria o sol em nossa própria existência se isso for necessário para salva-la. Acredita-la até o fim é não apenas ser corajoso mas também tornar seu próprio significado puramente real neste ato - ter alma é ter coragem - e o medo ainda está correndo pelas suas veias mas ele não impede você.
Muito tristes são as almas que se deixam apagar por completo e entram no eterno limbo da indiferença - compostas por tons de cinza a perder de vista, impossíveis de distinguir entre elas - aquelas que estão esquecidas há muito tempo de que existem coisas puras e boas - como o amor e a amizade - movidas apenas pela imensidão dos sonhos vazios, olhos que apontam para o nada absoluto, palavras que não podem dizer a verdade e corações extintos.
Oh, pobre almas, nunca sentirão a doce brisa de verão que é o amor entrando em nossas almas, nunca saberão da existência dos tantos inclassificáveis arrepios na espinha que apenas o encontro de olhares pode causar, e imensuráveis/indescritíveis/incomparáveis outras sensações que invadem nossos sentidos quando nossa alma encontra a quem amar de verdade.
Eu sinto dor apenas em pensar nos momentos em que estive vazia, e não pude encontrar paz em nenhum lugar - com minha luta e com meu sangue - e eu não podia continuar, entretanto, continuava mas não sem todos os dias passear pelo inferno uma outra vez, e reviver tudo o que eu temia das maneiras mais terríveis possíveis, tudo o que havia acontecido e eu não podia esquecer, eu não podia perdoar, eu não podia deixar de pensar e pensar novamente, num ciclo que me tomava dias e dias, e não me deixava ser mais nada.
Apenas trevas, e em mim havia uma pequena porção de luz, distante - quase gelada - que conseguiu apenas de maneira fraca manter seu brilho naquele tempo, não apenas por lamentar a não-existência em que eu me encontrava, mas sim pelo reconhecimento de que - talvez - minha mente não pudesse migrar daquele estado. E o fim de tudo foi declarado em meu peito, e doei todos os meus sonhos as estrelas que povoavam o céu azul índigo daquela noite, eram poucas... mas poucos eram os sonhos, e deixei tudo o que havia para trás sem pensar nisso nenhuma outra vez - por que haveria de ser feito - em ordem de libertar-me desse sentimento de estranheza corporal, dessa sensação de não pertencer mais aos próprios atos, nem a própria realidade. Era preciso fazer. "Mas não haveria outras maneiras de libertar meu ser de seus domínios?" você pode estar a se perguntar - mãos que indagam - eu lhe respondo: "Um milhão delas, talvez, apenas em minha essência não pude cogitar outra forma de ser".
Mas números não significam nada - não traduzem os sentimentos que moldam tudo a minha volta, eles querem dizer apenas o que dizem e para mim se trata de mais que apenas isso - mas se o que diz essa existência renascida, pode ou não ser levado em consideração - o seu coração vai responder por você. Basta pulsar para você saber. Para mim essa foi a maneira que a melodia soou dentro de minha alma... Pode ser que não seja o mesmo para você, lembre-se que aqui escreve um humano sensível e inegavelmente falho.
O primeiro sentimento que me fez reagir a essas sinuosas estradas de sofrimento em que me encontrava foi a gratidão, gratidão eterna por tudo o que deu significado a minha existência, por tudo que criou meu ser, e principalmente por todos os pedaços de amor que pude recolher por aí, podem não ter sido abundantes, sim, mas formaram a minha essência, então nos momentos em que não sei muito disso, em que me sinto perdida, procuro por eles para que me digam de mil formas diferentes, tudo o que sou, o que fui, o que posso ser. E eles repetem a mim quantas vezes eu pedir, basta pedir.
E não apenas há gratidão em meu coração nesses dias onde o pôr do sol - com seus padrões de roxos tão lindos e surpreendentes - que me fazem acreditar na existência de algo inominável e que não convém discutir aqui, mas que inunda a minha alma - há nisso um certo calor inexplicável pode se dizer - e eu não sei negar de jeito nenhum a sua luz, eu apenas a permito entrar e permito que ilumine a cada pequena peça escondida em meu interior pois a ela não preciso nunca temer, sempre cuidou com muito amor de minhas feridas, sempre amou profundamente o meu ser.
Ah, sim, ao amor também dedico meus dias e noites - e todos os momentos que eu dispor de minha vida - e chego até a esvaziar minha boca de palavras quando estou ao seu lado, chego a não poder me controlar... Ele é meu querido solzinho de inverno e eu não posso nega-lo da mesma maneira que não posso negar a luz que a minha alma toca tão pura e profundamente.
Mas por que eu haveria de querer nega-lo? Não é ele meu querido e eterno baby blue, dono dos meus olhos, com seu amor imensurável logo pela manhã, quase que não posso sair da cama, quase não posso deixar seu lado por um segundo, irresistível de todas as formas, dilacera o meu interior apenas com seus olhos direcionados a mim.
Outras coisas é claro, ocupam minha mente, a maior parte delas: livros que desvendam almas, músicas para acalmar as tempestades que por vezes surgem sem nada avisar, céus memoráveis para reviver por incontáveis horas se for necessário, filmes que nos transportam para outras eras, dimensões, etc e apenas sendo citadas por último, as palavras que aqui escrevo.
Eu queria dizer que apenas relato aqui, por este meio que encontrei durante o meu caminho, o que sinto, o que vejo, o que penso. Aqui existo puramente, são as palavras ditas aqui, que por vezes nunca foram de fato ditas, que me libertam do sofrimento e que trazem amor morninho para que minhas mãos afaguem. É indescritivelmente boa a sensação de alguma forma ser reconhecida por esses atos, faço-os puramente em meu coração e eu confesso que a existência de tais sentimentos me soava impossível, me soava platônica, ás vezes até me soava um pouco pretensiosa...mas aceito de bom grado, verdadeiramente.
Aos que o fazem - seja da forma que for, silencio, carta, imagem, coração - um grande agradecimento saibam que isso significa muitíssimo para mim e enche meu coraçãozinho só de coisinhas boas.
Me garantem não-sei-o-que que me faz sonhar com flores violetas e campos sem fim e - ainda - me dão inspiração pura para seguir adiante.
Os meus sinceros sentimentos, queridxs.
Eternamente.
sábado, 30 de abril de 2016
Horizonte azul,
Mas minha mente não consegue abandonar os pensamentos sobre o nosso amor, e ela se perde - há, simplesmente, um instantâneo turbilhão de hipóteses sobre nossas almas juntas a enfrentar esse traiçoeiro planeta terra - e então ela não se encontra capaz de escapar nunca mais, e sonharia eternamente se algum dia o tempo parasse para que o fizesse.
Mas o tempo é inexorável.
E lá vamos nós, dois amantes - pés na areia da praia, eu e você, eternizados em um único momento, juntos.
Meu coração acelera, e minha boca seca, são as sensações de amar você - eu não posso deixar de repetir.
Seu calor é todo meu, e seu sorriso alimenta meus sonhos, e as suas mãos alimentam - todos os dias da minha vida - meu coração de puro amor.
Minha vida é repleta de coisas boas e eu posso agradecer eternamente a ti e aos teus.
Minha espinha se arrepia do inicio ao fim enquanto escrevo essas palavras de doce afeto.
Eu sinto até lágrimas crescerem por todo o meu interior e chegarem aos meus olhos mas eu não posso permiti-las, eu não posso porque foi você que as baniu de minha alma, e mesmo que possam ser boas - eu não necessito delas, não, eu posso me expressar de tantas outras formas muito mais profundas e significativas - sim eu sei - dentro de mim eu sei que eu posso.
Em minha existência estive fadada a tão poucas lembranças boas, perdidas entre grandes confusões, perdidas entre os perdidos, para sempre na dimensão dos solitários, muito muito longe da realidade.
Mas hoje eu estou aqui, como eu sempre estive, exceto pelo coração em chamas e transbordado de amores.
Exceto pela alegria de viver e encontrar pessoas a quem amar, pessoas com quem eu possa partilhar de alguma forma essa existência finita.
Obrigado por estarem ao meu lado, ou por chegarem ao meu lado, ou apenas por encontrarem - sem aparente explicação - aleatoriamente a minha alma, e senti-la de alguma forma, mesmo que distante.
Essas são minhas novas e queridas lembranças, e eu posso tê-las agora - eu posso inclusive acumulá-las se eu quiser.
São as nossas lembranças em chamas. E elas queimarão por todas as nossas vidas - até o final.
Mas o tempo é inexorável.
E lá vamos nós, dois amantes - pés na areia da praia, eu e você, eternizados em um único momento, juntos.
Meu coração acelera, e minha boca seca, são as sensações de amar você - eu não posso deixar de repetir.
Seu calor é todo meu, e seu sorriso alimenta meus sonhos, e as suas mãos alimentam - todos os dias da minha vida - meu coração de puro amor.
Minha vida é repleta de coisas boas e eu posso agradecer eternamente a ti e aos teus.
Minha espinha se arrepia do inicio ao fim enquanto escrevo essas palavras de doce afeto.
Eu sinto até lágrimas crescerem por todo o meu interior e chegarem aos meus olhos mas eu não posso permiti-las, eu não posso porque foi você que as baniu de minha alma, e mesmo que possam ser boas - eu não necessito delas, não, eu posso me expressar de tantas outras formas muito mais profundas e significativas - sim eu sei - dentro de mim eu sei que eu posso.
Em minha existência estive fadada a tão poucas lembranças boas, perdidas entre grandes confusões, perdidas entre os perdidos, para sempre na dimensão dos solitários, muito muito longe da realidade.
Mas hoje eu estou aqui, como eu sempre estive, exceto pelo coração em chamas e transbordado de amores.
Exceto pela alegria de viver e encontrar pessoas a quem amar, pessoas com quem eu possa partilhar de alguma forma essa existência finita.
Obrigado por estarem ao meu lado, ou por chegarem ao meu lado, ou apenas por encontrarem - sem aparente explicação - aleatoriamente a minha alma, e senti-la de alguma forma, mesmo que distante.
Essas são minhas novas e queridas lembranças, e eu posso tê-las agora - eu posso inclusive acumulá-las se eu quiser.
São as nossas lembranças em chamas. E elas queimarão por todas as nossas vidas - até o final.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Morte.
Quando a morte toca o dia - com seu forte toque - e suas cores pálidas, seu fétido odor, emitindo sua vibração explosiva e chocante em nossas almas, qualquer que seja a perspectiva que tu olhes, verás morte.
Morte, morte, morte.
Por todos os lados.
Nos bueiros, nas casas, nas ruas - te espera.
Pairando. Podre. Dentro de caixões há muito esquecidos.
Qual será o gosto que tem? - perguntas - teus olhos inocentes brilham, nunca o provaram.
Eu já senti, há muito tempo atrás. E também mais recentemente, para a minha infelicidade.
O provei - primeiramente - das mãos da amada dona dos meus primeiros passos e pensamentos.
Posteriormente, a obtive proveniente de um homem que antes disso havia me trazido apenas risadas.
Procrastino o dia em que novamente sentirei esse gosto.
Amaldiçoou a espera.
Recolho-me para o meu abrigo mais seguro.
O mais distante possível.
Todos os dias ela vem, e passa.
E o tempo vai puxando-a lentamente para mais perto de mim.
Por enquanto não é minha, nem é daqueles a quem destino o meu doce amor. Não mais.
Deixo-a aos estranhos, aos conhecidos distantes de outros lugares, círculos, vidas, séculos.
Deixo-a passeando pelo meu jardim- colhendo as minhas flores - ou visitando os meus vizinhos, distante porem sempre presente.
Deixo-a então como última opção.
Desesperada estarei e imediatamente ela virá.
Sem propósito algum - a não ser o de remediar a minha dor, acalmar meu coração, silenciar os meus gritos.
Dar-me paz.
E tirar-me as dúvidas.
Morte, morte, morte.
Por todos os lados.
Nos bueiros, nas casas, nas ruas - te espera.
Pairando. Podre. Dentro de caixões há muito esquecidos.
Qual será o gosto que tem? - perguntas - teus olhos inocentes brilham, nunca o provaram.
Eu já senti, há muito tempo atrás. E também mais recentemente, para a minha infelicidade.
O provei - primeiramente - das mãos da amada dona dos meus primeiros passos e pensamentos.
Posteriormente, a obtive proveniente de um homem que antes disso havia me trazido apenas risadas.
Procrastino o dia em que novamente sentirei esse gosto.
Amaldiçoou a espera.
Recolho-me para o meu abrigo mais seguro.
O mais distante possível.
Todos os dias ela vem, e passa.
E o tempo vai puxando-a lentamente para mais perto de mim.
Por enquanto não é minha, nem é daqueles a quem destino o meu doce amor. Não mais.
Deixo-a aos estranhos, aos conhecidos distantes de outros lugares, círculos, vidas, séculos.
Deixo-a passeando pelo meu jardim- colhendo as minhas flores - ou visitando os meus vizinhos, distante porem sempre presente.
Deixo-a então como última opção.
Desesperada estarei e imediatamente ela virá.
Sem propósito algum - a não ser o de remediar a minha dor, acalmar meu coração, silenciar os meus gritos.
Dar-me paz.
E tirar-me as dúvidas.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Meu amor,
Passastes - devagar - a mão por entre meus fios de cabelo, me dissestes então - "aquilo". Da primeira vez não sei se não fui capaz de ouvir-te ou se não fui capaz de acreditar naquilo. Repetistes então, para que eu tivesse certeza. Teus lábios moveram-se lentamente - e tudo girou à minha volta. Tua voz hipnotiza a minha mente se você quer saber. Voltei a mim quando percebi que teus lindos olhos castanhos me olhavam confusos - deviam estar esperando alguma reação. "Eu te amo", pensei. Não soube te dizer, não naquele momento.
Estive pensando em você e um pouco em mim, e acredito formamos um belo par. Serei sua se quiseres. Só não sei dizer isso, quero que você me peça... Não tenho coragem, quando se trata de você.
Dormi contigo esta noite, e uma das melhores sensações da minha vida é a de te ter ao meu lado e poder tocar-te o quanto eu quiser, na verdade, estou tocando em você no exato momento em que escrevo/descrevo.
Resta ainda dentro de mim um resquício de dúvida, por pura precaução meu amor. Ah sim, você é o meu amor, será possível acreditar? Não pode ser. Caístes do céu. Tomastes minha mente e sonhos. Fizestes de mim algo melhor. Assim de repente, sem motivo, sem nada em troca.
Os meus dedos afundam na tua pele e nos fundimos, nos confundimos, nos tornamos um. Ah, se alguém pudesse viver apenas um dia o que vivo - saberia - é maravilhoso. Sei que quando minha mente estiver vazia e morta, seca de lembranças, ainda poderei lembrar-me desses momentos de luz ofuscantes no meio da escuridão. Ainda poderei sentir a tua respiração rente ao meu rosto, ainda poderei sentir as tuas doces mãos a me tocarem. Tudo isso sera para sempre real dentro de mim.
Estive pensando em você e um pouco em mim, e acredito formamos um belo par. Serei sua se quiseres. Só não sei dizer isso, quero que você me peça... Não tenho coragem, quando se trata de você.
Dormi contigo esta noite, e uma das melhores sensações da minha vida é a de te ter ao meu lado e poder tocar-te o quanto eu quiser, na verdade, estou tocando em você no exato momento em que escrevo/descrevo.
Resta ainda dentro de mim um resquício de dúvida, por pura precaução meu amor. Ah sim, você é o meu amor, será possível acreditar? Não pode ser. Caístes do céu. Tomastes minha mente e sonhos. Fizestes de mim algo melhor. Assim de repente, sem motivo, sem nada em troca.
Os meus dedos afundam na tua pele e nos fundimos, nos confundimos, nos tornamos um. Ah, se alguém pudesse viver apenas um dia o que vivo - saberia - é maravilhoso. Sei que quando minha mente estiver vazia e morta, seca de lembranças, ainda poderei lembrar-me desses momentos de luz ofuscantes no meio da escuridão. Ainda poderei sentir a tua respiração rente ao meu rosto, ainda poderei sentir as tuas doces mãos a me tocarem. Tudo isso sera para sempre real dentro de mim.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Partir da escuridão.
Ausentei-me de mim, e deixei a saudade comer minhas entranhas.
Deixei sem esperanças os sonhos que havia criado e amado, e parti.
Onde estive?
Não tenho certeza, todos os lugares são compostos das mesmas coisas.
Posso te dizer que fui na direção que me pareceu mais bela naquele momento.
Agora nem sei o porquê. Mas ali - na hora - foi decisivo.
Era única pergunta a responder.
Com quem estive?
A partir do momento em que nos perdemos, todo o resto perde o sentido.
Todas as pessoas parecem a mesma, todos as faces que se vê têm a mesma expressão.
As palavras que elas dizem desaparecem rapidamente - elas não tem vida não tem objetivo.
Se esfarelam pelo chão, perdem a cor se você tenta pensa-las, desaparecem se você tenta toca-las.
E não sendo capaz de amar a mim mesma, me tornei um fantasma - e ao meu redor havia algo como uma névoa que tornava tudo distante de mim.
O que eu fiz?
Encontrei algo capaz de iluminar as trevas que existiam dentro de mim.
Algo que pudesse afastar a névoa de meu coração, afugentar os meus medos.
Deixo as minhas antigas lágrimas a quem quiser chora-las, abandonei a podridão do meu ser para revolucionar - não sendo outra pessoa ou algo do tipo - mas apenas com o simples ato de permitir-me outra vez .
E foi assim que pude impedir o domínio de meus medos.
Nenhum arrependimento perdido pesa em meu coração.
Nenhuma voz ecoa para acusar as minhas fraquezas.
Nenhum beijo restou no ar - nem houveram abraços de despedidas.
E foi assim que deixei partir de mim a escuridão que me habitava há tanto tempo.
Deixei sem esperanças os sonhos que havia criado e amado, e parti.
Onde estive?
Não tenho certeza, todos os lugares são compostos das mesmas coisas.
Posso te dizer que fui na direção que me pareceu mais bela naquele momento.
Agora nem sei o porquê. Mas ali - na hora - foi decisivo.
Era única pergunta a responder.
Com quem estive?
A partir do momento em que nos perdemos, todo o resto perde o sentido.
Todas as pessoas parecem a mesma, todos as faces que se vê têm a mesma expressão.
As palavras que elas dizem desaparecem rapidamente - elas não tem vida não tem objetivo.
Se esfarelam pelo chão, perdem a cor se você tenta pensa-las, desaparecem se você tenta toca-las.
E não sendo capaz de amar a mim mesma, me tornei um fantasma - e ao meu redor havia algo como uma névoa que tornava tudo distante de mim.
O que eu fiz?
Encontrei algo capaz de iluminar as trevas que existiam dentro de mim.
Algo que pudesse afastar a névoa de meu coração, afugentar os meus medos.
Deixo as minhas antigas lágrimas a quem quiser chora-las, abandonei a podridão do meu ser para revolucionar - não sendo outra pessoa ou algo do tipo - mas apenas com o simples ato de permitir-me outra vez .
E foi assim que pude impedir o domínio de meus medos.
Nenhum arrependimento perdido pesa em meu coração.
Nenhuma voz ecoa para acusar as minhas fraquezas.
Nenhum beijo restou no ar - nem houveram abraços de despedidas.
E foi assim que deixei partir de mim a escuridão que me habitava há tanto tempo.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Pequenina.
Ainda sinto aqueles lábios vermelhos em minhas mãos.
Está no meu dedo - o seu anel - eterna lembrança da existência daqueles lábios em minha vida.
Minha querida, encontro-a enquanto caminho pelos céus - estás como no dia em que te deixei - pequenina e linda.
E apenas ter esses olhinhos pequeninos a me olhar e essas pequeninas mãos a me tocar na cintura, já me faz querer sorrir o tempo inteiro.
Não pude resistir a estes sentimentos que invadiram meu coração e o dominaram de uma forma inexplicável - por um momento - eu não soube como me sentir.
Confesso que quando olhei aqueles olhinhos algo pesou em minha existência. Algo como uma falta, eu não soube dizer. Mas abracei-a forte, e isso me bastou.
Então desejei que houvessem milhares e milhares de anos para estar ao seu lado, com céus azul anil e estrelas para dividirmos. Porém estive com você por apenas alguns instantes e eles permanecerão vívidos em meu coração até a próxima vez que nos encontrarmos, meu nêni.
Está no meu dedo - o seu anel - eterna lembrança da existência daqueles lábios em minha vida.
Minha querida, encontro-a enquanto caminho pelos céus - estás como no dia em que te deixei - pequenina e linda.
E apenas ter esses olhinhos pequeninos a me olhar e essas pequeninas mãos a me tocar na cintura, já me faz querer sorrir o tempo inteiro.
Não pude resistir a estes sentimentos que invadiram meu coração e o dominaram de uma forma inexplicável - por um momento - eu não soube como me sentir.
Confesso que quando olhei aqueles olhinhos algo pesou em minha existência. Algo como uma falta, eu não soube dizer. Mas abracei-a forte, e isso me bastou.
Então desejei que houvessem milhares e milhares de anos para estar ao seu lado, com céus azul anil e estrelas para dividirmos. Porém estive com você por apenas alguns instantes e eles permanecerão vívidos em meu coração até a próxima vez que nos encontrarmos, meu nêni.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Funeral Blues, W.H. Auden
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
April 1936
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
April 1936
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