Então aqueles dias de solidão sob as árvores no quintal, os tão abatidos monólogos, o sofá, estar sempre perdida e só, tornaram-se lembranças que derretem por entre meus dedos e penetram minha carne para então se perderem entre tantas e tantas outras iguais as quais já toquei e senti e vivi antes.
E os dias de vagar, de esquecer conscientemente meu próprio nome, de não desejar viver sob minha pele, são eternas lembranças, e eu as permito vagar dentro de minha mente, e atravessarem meus dias, pois aquela fui eu de alguma maneira negar isso seria estupidez.
E nos dias de sombra eu posso vê-la e ir até ela.
Deitada entre as flores roxas de inverno, ela estará lá para sempre, completamente só.
Naquele momento de pura solidão - eu a abraço e eu lhe canto músicas de ninar - lhe digo:
"Tudo vai ficar bem, meu amor."
Segurando-a firme em meus braços, sussurrando sutilmente em sua orelha - mãos leves que acariciam os cabelos negros.
Meus olhos veem o que não está mais ali, ultrapassam grades e muros e portas trancadas que os contrariam, e minhas mãos afagam o intocável, sentem o indescritível.
Tudo por um instante de paz.
Eu vejo o céu alaranjado de verão - os pássaros - minha mente não sente mais o peso daquele tempo, ela está livre.
Ainda restam memórias derretidas em meus dedos, mas nenhuma ferida aberta.
Estou limpa, sem sangue em minhas mãos, apenas memórias a se repetir diante de meus olhos e elas machucam só por dentro.
Cicatrizes são visíveis para sempre em meu corpo, eu não pretendo escondê-las de quem quer seja.
Há aquelas que nunca foram reveladas, e estas permanecem gravadas em minha mente, feitas para perdurar muito mais que ardências glaciais na pele, muito mais que o odor de carne queimada.
Feitas para sustentar meu ser.
E então, por fim conquanto chegar o momento correto, feitas para a ele aniquilar.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Morte II
Permaneço imóvel.
Os meus olhos já cansaram de ver.
O que faço para voltar atrás e não saber?
Gostaria de encontrar-me novamente com a ignorância e nela afundar os meus pensamentos.
Porém não posso mais.
Meu corpo estremece e para.
Extingue-se a flama, anoitece outra vez.
Os meus olhos se fecham, inútil e tardia ação.
Por instantes estiveram mortos, e em nenhuma hipótese poderiam distinguir o que estivesse diante deles.
Meu corpo não está nenhum centímetro além.
Agora saber é inexorável.
No entanto eu poderia prever.
Sim, sim. Eu poderia.
Apenas não saberia dizer antes "quem?".
Esta informação eu tenho ao meu alcance somente quando já perdeu seu valor.
Entretanto que se dilacere meu interior em dor, eu permaneço imóvel.
Da minha boca ainda não saiu som.
Talvez minhas cordas vocais estejam congeladas.
Nada meu rosto esboça.
Sigo em frente diante disto.
A violência prevaleceu sobre mais um corpo. Mais uma vez eu a provei.
Os meus olhos já cansaram de ver.
O que faço para voltar atrás e não saber?
Gostaria de encontrar-me novamente com a ignorância e nela afundar os meus pensamentos.
Porém não posso mais.
Meu corpo estremece e para.
Extingue-se a flama, anoitece outra vez.
Os meus olhos se fecham, inútil e tardia ação.
Por instantes estiveram mortos, e em nenhuma hipótese poderiam distinguir o que estivesse diante deles.
Meu corpo não está nenhum centímetro além.
Agora saber é inexorável.
No entanto eu poderia prever.
Sim, sim. Eu poderia.
Apenas não saberia dizer antes "quem?".
Esta informação eu tenho ao meu alcance somente quando já perdeu seu valor.
Entretanto que se dilacere meu interior em dor, eu permaneço imóvel.
Da minha boca ainda não saiu som.
Talvez minhas cordas vocais estejam congeladas.
Nada meu rosto esboça.
Sigo em frente diante disto.
A violência prevaleceu sobre mais um corpo. Mais uma vez eu a provei.
E houve imperceptível valor intrínseco em seus últimos atos, no reconhecimento da inação, no abandono invadindo até o fundo de sua alma, e então, se fez escuridão ao seu redor.
Assisti impotente quisera eu que fossem cegos os meus olhos, quisera eu que fosse banido o ato pensar.
Esse horror que vivemos veio a mim mais uma vez, assegurando sua posição nos meus pensamentos diários, relembrando aquilo que meus olhos cansaram de ver, que meus lábios - incompreensíveis - por vezes tentam exprimir.
Assisti impotente quisera eu que fossem cegos os meus olhos, quisera eu que fosse banido o ato pensar.
Esse horror que vivemos veio a mim mais uma vez, assegurando sua posição nos meus pensamentos diários, relembrando aquilo que meus olhos cansaram de ver, que meus lábios - incompreensíveis - por vezes tentam exprimir.
Repetitivamente, incansavelmente...
Eu estou exausta, não consigo concluir porquê ainda sigo viva, conquanto que imóvel, ao menos viva.
Eu estou exausta, não consigo concluir porquê ainda sigo viva, conquanto que imóvel, ao menos viva.
Meu adeus é inaudível, minhas palavras não tem mais forças.
Meu corpo se endurece de perguntas cujas respostas despedaçam meu ser, e eu queria não saber, eu queria não fazer tantas perguntas, eu queria não pensar em nada disto.
Por que se tornou necessário o - solicito e diário - pedido de um pouco mais, por favor, um pouco mais de humanidade... Por vezes me pergunto inutilmente, noite adentro minha mente não descansa.
No que compreende o conjunto de atos que se atribuem ao ser humano?
O que significa isto? O que significa "ser humano"?
Finjo não saber.
Falsamente eu repito as respostas plausíveis ao meu coração mas eu sei que são mentirosas.
Meus olhos mais uma vez abertos comprovam aquilo que com reviravoltas em meus pensamentos eu insisto em negar, e que com a minha boca insisto em contestar - agora uma voz fraca porém audível.
Sou uma tola por perder meu tempo com essas ações.
Estou fadada a me envenenar seja da forma que for.
Todo o ar que se respira por aqui é tóxico.
Toda a terra por onde se pisa está contaminada.
Camadas e camadas, exaustivamente se estuda a sua destruição.
Toda a água traiçoeira finda muito além da nossa sede.
Nas asas dos pássaros voam as (ainda) não nomeadas doenças, e haverão de misturar muitíssimos números e letras afim de que haja maneiras de separa-las todas, e de classifica-las através de seus símbolos.
Porém já não somos todos nós criaturas doentes?
Nossos corpos gananciosos contaminam toda a natureza.
Um dia foram puros, um dia estiveram consonantes com ela... mas o caminho se esticou pra tantos lados, aonde chegamos?
Só sei dizer onde eu mesma estou.
Só sei dizer que me sinto muito só por aqui.
O que significa isto? O que significa "ser humano"?
Finjo não saber.
Falsamente eu repito as respostas plausíveis ao meu coração mas eu sei que são mentirosas.
Meus olhos mais uma vez abertos comprovam aquilo que com reviravoltas em meus pensamentos eu insisto em negar, e que com a minha boca insisto em contestar - agora uma voz fraca porém audível.
Sou uma tola por perder meu tempo com essas ações.
Estou fadada a me envenenar seja da forma que for.
Todo o ar que se respira por aqui é tóxico.
Toda a terra por onde se pisa está contaminada.
Camadas e camadas, exaustivamente se estuda a sua destruição.
Toda a água traiçoeira finda muito além da nossa sede.
Nas asas dos pássaros voam as (ainda) não nomeadas doenças, e haverão de misturar muitíssimos números e letras afim de que haja maneiras de separa-las todas, e de classifica-las através de seus símbolos.
Porém já não somos todos nós criaturas doentes?
Nossos corpos gananciosos contaminam toda a natureza.
Um dia foram puros, um dia estiveram consonantes com ela... mas o caminho se esticou pra tantos lados, aonde chegamos?
Só sei dizer onde eu mesma estou.
Só sei dizer que me sinto muito só por aqui.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Desvanecer sob sublime lua cheia
Eu vejo o teu rosto - ele não possui expressão enquanto me olhas demoradamente nos olhos da mesma forma que o ato em si não possui nenhum significado intrínseco - é feito por ti mecanicamente.
Eu ouço as tuas palavras, são apenas palavras jorradas sobre meu corpo sem razão, são apenas ilustrações de tuas mentiras - não expressam teus sentimentos, nem tuas ideias - servem para que eu permaneça quieta na escuridão.
São ditas à mim no intuito de me satisfazer de alguma forma, mas não há a miníma possibilidade de o fazer apenas com essas palavras vazias pensei que tu soubesses disso há muito tempo.
Eu ouço teus passos em minha direção - calculadamente executados - tu se aproximas controladamente e apesar de intuir o ato, eu jamais consigo concluir o porquê.
Eu sinto tua presença como alguém que senta a beira da praia quando o mar está revolto.
Tu me confundes na tua incerteza.
Tu me afogas no teu vazio.
Tu me jogas para o fundo das águas escuras, tu me deixas só por lá.
Eu sinto tua ausência como alguém que perde os sentidos, entro em desespero, como se não houvessem parâmetros para viver assim, sem você.
Eu sinto tuas possibilidades se esvaindo, sinto que não estás mais aqui comigo.
Meus olhos veem você, brilhante sem que existam maneiras de ignorar-te, e meu corpo pode sentir o calor que emana do seu, a vida que respira em ti, teus reflexos, tua fala.
O tempo esmaga a todos nós e vejo como tu te afastas - débil e letárgico - e eu me percebo incapaz de me aproximar enquanto para o lado oposto estou inexoravelmente sendo levada, e não posso conter-me, não posso impedir-me, as mesmas leis que regem todas as colisões galácticas aplicam-se ao meu ser e eu estou fadada a obedecê-las.
Tuas pernas cruzadas enquanto esperas por mim, sei que disto pode ser extraído algum significado mas eu não consigo percebe-lo, não consigo ver o que está ali.
Não se tenho você a turvar meus olhos e pensamentos em águas vazias de setembro.
Confundem-me, me provocam com enigmas, me consomem em dúvidas.
Eu sinto tuas mãos tocarem as minhas - ínfimos instantes inesquecíveis - ao mesmo tempo posso sentir que me repelem de algum jeito, são gélidas, são solitárias e os momentos em que estiveram por perto tem se apagado lentamente, tem se dissipado no cotidiano.
Eu buscava algum valor mas me perdi... não havia para onde seguir então desapareci.
Nenhum dos significados estava ali, nem aqueles aos quais eu temia.
Somente o teu vazio.
Eu ouço as tuas palavras, são apenas palavras jorradas sobre meu corpo sem razão, são apenas ilustrações de tuas mentiras - não expressam teus sentimentos, nem tuas ideias - servem para que eu permaneça quieta na escuridão.
São ditas à mim no intuito de me satisfazer de alguma forma, mas não há a miníma possibilidade de o fazer apenas com essas palavras vazias pensei que tu soubesses disso há muito tempo.
Eu ouço teus passos em minha direção - calculadamente executados - tu se aproximas controladamente e apesar de intuir o ato, eu jamais consigo concluir o porquê.
Eu sinto tua presença como alguém que senta a beira da praia quando o mar está revolto.
Tu me confundes na tua incerteza.
Tu me afogas no teu vazio.
Tu me jogas para o fundo das águas escuras, tu me deixas só por lá.
Eu sinto tua ausência como alguém que perde os sentidos, entro em desespero, como se não houvessem parâmetros para viver assim, sem você.
Eu sinto tuas possibilidades se esvaindo, sinto que não estás mais aqui comigo.
Meus olhos veem você, brilhante sem que existam maneiras de ignorar-te, e meu corpo pode sentir o calor que emana do seu, a vida que respira em ti, teus reflexos, tua fala.
O tempo esmaga a todos nós e vejo como tu te afastas - débil e letárgico - e eu me percebo incapaz de me aproximar enquanto para o lado oposto estou inexoravelmente sendo levada, e não posso conter-me, não posso impedir-me, as mesmas leis que regem todas as colisões galácticas aplicam-se ao meu ser e eu estou fadada a obedecê-las.
Tuas pernas cruzadas enquanto esperas por mim, sei que disto pode ser extraído algum significado mas eu não consigo percebe-lo, não consigo ver o que está ali.
Não se tenho você a turvar meus olhos e pensamentos em águas vazias de setembro.
Confundem-me, me provocam com enigmas, me consomem em dúvidas.
Eu sinto tuas mãos tocarem as minhas - ínfimos instantes inesquecíveis - ao mesmo tempo posso sentir que me repelem de algum jeito, são gélidas, são solitárias e os momentos em que estiveram por perto tem se apagado lentamente, tem se dissipado no cotidiano.
Eu buscava algum valor mas me perdi... não havia para onde seguir então desapareci.
Nenhum dos significados estava ali, nem aqueles aos quais eu temia.
Somente o teu vazio.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Eleonora
Nunca esperei encontrar você.
Mas era inverno e se fez Eleonora diante dos meus olhos, assim, naturalmente.
Doce e bela, fez surgir em mim o mais tenro amor que eu alimento sem pesares, sem fronteiras.
Quando não estamos juntas, fiel a minha mente reproduz a incansável luz que emana de você, não é perfeita como você a faz... é apenas paliativo para minha saudade.
E quando me encontro na presença de outras essências, névoa e confusão pairam sobre mim.
Então procuro por você nos pequenos detalhes, nas frestas que se racham nas construções, nos globos oculares alheios, e fico repetindo o seu nome esperando que de algum modo você surgirá para mim, braços abertos para eu aconchegar meu corpo, pele macia para afagar minha dor.
Não consigo acalmar meu coração que chora para estar ao seu lado.
Não consigo deixar de esperar por você incessantemente.
Quando me vejo na presença de estranhos me estilhaço leviana, veias explodem entupidas de saudade, mas me refaço outra vez para sempre poder ir até sua companhia.
Estarei sempre disposta a respirar ao seu lado...
Se as lágrimas me vem forte enquanto escrevo-te essas palavras não vá pensar de modo errado, não vá imaginar que podes me fazer qualquer mal - são outros ímpetos que levam meu coração a ser da maneira que é - e a sua doce presença é meu contraste, é minha maneira de sair da desordem.
Repouso plácida em seu colo minha amada, aroma de flor de cerejeira, abraços e meia-luz.
Não acredito que o tempo mudou dessa forma e pude ter você comigo, para ouvir e amar, para sentir e admirar, para querer bem e cuidar... sempre.
Andando por todos os espaços em branco, por todas as ruas, onde está você Eleonora?
Onde devo procurar por uma criatura tão graciosa neste planeta imundo e triste?
Agradeço as mãos macias que afagaram esse ser, que regaram essa flor, que fortaleceram essa alma.
Sei bem que são amáveis e fortes e graças a elas eu possuo a incrível oportunidade de amar você.
De poder questionar a sua humanidade, sentir que é impossível medir ou refazer Eleonora.
Digo palavras de amor a você todos os dias, e escuto as suas, me deixo embriagar nelas.
Criam ecos e se multiplicam na minha infinidade, e nos momentos em que me encontro abatida, elas voltam até mim para me fortalecer e cuidar.
E eu haveria de dedicar dias eternos as nossas conversas... posso inclusive imaginar nós duas deitadas em dunas de areia com o céu estrelado e muitas coisas para divagar mas também muitas horas para passar em silêncio ao seu lado, descansar na sua paz.
O vento ia balançar seus cachinhos e você me falaria coisas doces apenas com os olhos como sempre fez.
Quando fico sozinha por aí, longe de você assim, me dói o peito muito forte de saudade mas a certeza bela de que você existe - e de que meu coração nunca voltará atrás em sentir tudo isso que você inspira a ele - me afaga e acalma.
E por isso não me importo em sentir o que quer que seja - que aperte ou que doa forte demais - são todos sentimentos que para mim não haverá forma de reproduzir e que possuem valor inestimável. Apenas mantenho o desejo de que você não se vá para sempre nesses dias perdidos e estranhos que nem posso perceber quantos são, ou de que forma se concretizaram sem você ao meu lado, passam rápido demais para ponderar qualquer coisa.
Quando estou por aí, na minha incessante procura, meu amor se projeta, não posso evitar e o vejo em todos os cantos e em todas as pessoas... quem dera se o mundo todo tivesse o teu amor impregnado por aí...
Quando tento dizer aos outros o que é, fico limitada pelas palavras, fico limitada pelas perspectivas pessoais de cada um, queria muito forte que apenas sentissem o que eu sinto...
Minha alma urge pela sua. Ela não admite limitações mundanas
E assim o sou/sinto desde que conheci você minha querida, minha amada, Eleonora.
Mas era inverno e se fez Eleonora diante dos meus olhos, assim, naturalmente.
Doce e bela, fez surgir em mim o mais tenro amor que eu alimento sem pesares, sem fronteiras.
Quando não estamos juntas, fiel a minha mente reproduz a incansável luz que emana de você, não é perfeita como você a faz... é apenas paliativo para minha saudade.
E quando me encontro na presença de outras essências, névoa e confusão pairam sobre mim.
Então procuro por você nos pequenos detalhes, nas frestas que se racham nas construções, nos globos oculares alheios, e fico repetindo o seu nome esperando que de algum modo você surgirá para mim, braços abertos para eu aconchegar meu corpo, pele macia para afagar minha dor.
Não consigo acalmar meu coração que chora para estar ao seu lado.
Não consigo deixar de esperar por você incessantemente.
Quando me vejo na presença de estranhos me estilhaço leviana, veias explodem entupidas de saudade, mas me refaço outra vez para sempre poder ir até sua companhia.
Estarei sempre disposta a respirar ao seu lado...
Se as lágrimas me vem forte enquanto escrevo-te essas palavras não vá pensar de modo errado, não vá imaginar que podes me fazer qualquer mal - são outros ímpetos que levam meu coração a ser da maneira que é - e a sua doce presença é meu contraste, é minha maneira de sair da desordem.
Repouso plácida em seu colo minha amada, aroma de flor de cerejeira, abraços e meia-luz.
Não acredito que o tempo mudou dessa forma e pude ter você comigo, para ouvir e amar, para sentir e admirar, para querer bem e cuidar... sempre.
Andando por todos os espaços em branco, por todas as ruas, onde está você Eleonora?
Onde devo procurar por uma criatura tão graciosa neste planeta imundo e triste?
Agradeço as mãos macias que afagaram esse ser, que regaram essa flor, que fortaleceram essa alma.
Sei bem que são amáveis e fortes e graças a elas eu possuo a incrível oportunidade de amar você.
De poder questionar a sua humanidade, sentir que é impossível medir ou refazer Eleonora.
Digo palavras de amor a você todos os dias, e escuto as suas, me deixo embriagar nelas.
Criam ecos e se multiplicam na minha infinidade, e nos momentos em que me encontro abatida, elas voltam até mim para me fortalecer e cuidar.
E eu haveria de dedicar dias eternos as nossas conversas... posso inclusive imaginar nós duas deitadas em dunas de areia com o céu estrelado e muitas coisas para divagar mas também muitas horas para passar em silêncio ao seu lado, descansar na sua paz.
O vento ia balançar seus cachinhos e você me falaria coisas doces apenas com os olhos como sempre fez.
Quando fico sozinha por aí, longe de você assim, me dói o peito muito forte de saudade mas a certeza bela de que você existe - e de que meu coração nunca voltará atrás em sentir tudo isso que você inspira a ele - me afaga e acalma.
E por isso não me importo em sentir o que quer que seja - que aperte ou que doa forte demais - são todos sentimentos que para mim não haverá forma de reproduzir e que possuem valor inestimável. Apenas mantenho o desejo de que você não se vá para sempre nesses dias perdidos e estranhos que nem posso perceber quantos são, ou de que forma se concretizaram sem você ao meu lado, passam rápido demais para ponderar qualquer coisa.
Quando estou por aí, na minha incessante procura, meu amor se projeta, não posso evitar e o vejo em todos os cantos e em todas as pessoas... quem dera se o mundo todo tivesse o teu amor impregnado por aí...
Quando tento dizer aos outros o que é, fico limitada pelas palavras, fico limitada pelas perspectivas pessoais de cada um, queria muito forte que apenas sentissem o que eu sinto...
Minha alma urge pela sua. Ela não admite limitações mundanas
E assim o sou/sinto desde que conheci você minha querida, minha amada, Eleonora.
sábado, 22 de abril de 2017
Golden Girl
Um solzinho de inicio de inverno me aquece nesta manhã - e ele me alegra - pois me faz lembrar você.
Seu caloroso toque tem um nome agora, sua aconchegante companhia tem um significado intrínseco. Traz a mim uma intensidade de sentimentos, ah, posso vagar alguns minutos em sua névoa, posso me perder leve e levianamente em seus mistérios.
Em mim surgem as lembranças tão queridas do nosso tempo juntas.
E muito amor para que se produzam mais ainda delas.
E muita cautela para que não se deixe morrer as que já guardo em mim, tão preciosas e belas.
Você é a minha garota dourada, que guia meus passos pra fora das águas escuras que me afogam em sonhos... Não posso dar explicações, apenas sei que é você.
Você é a minha garota dourada, até mesmo depois que o sol se põe, e cai a noite com suas dúvidas e medos esperando por nós em todas as esquinas.
Até mesmo nesses momentos obscuros posso ver a sua luz, e posso senti-la aquecer algum lugar em meu interior e dar-me paz, posso ter certeza que o horrores presentes nas perpétuas e desesperadoras noites não são fortes o suficiente para apaga-la, e se você sempre brilhar meu bem, nunca estarei só na escuridão novamente.
Sua leveza é impactante a todos os seres - tão perfeita ela se faz - no meio dessa confusa realidade em que existimos e só de imaginar sua querida voz a me dizer coisas doces sinto toda a calma e sentimentos bons me invadir, são todos presentes seus, e eu lhe agradeço infindavelmente por tudo isso, meu docinho.
Sinto seu toque meigo em minha pele... suavemente belo ele toca até minha alma. Afaga meu ser e o carrega pro limbo da tranquilidade e dos sonhos bons. Fico perdida nesse seu jeito tão doce de existir... Não sei lidar, é muito bom ter você por perto.
Você é minha garota dourada, a quem estou sempre disposta a reencontrar.
A distância não possui significado algum, números impostos ao meu coração, mas meu ímpeto ele é forte e ele é profundo, tornando assim até mesmo as imposições da realidade em qualquer bobagem me levando ao momento em que me percebo em seus braços e suave toque outra vez.
Você é uma criatura linda, os sentimentos que você me inspira escorrem desde a manhã até o fim dos meus dias, eles me trazem tantas coisas boas ao coração e me mostram um jeito diferente de se conhecer a realidade, o jeito que você me ensinou.
Inconfundível é a tua essência a qual me é tão prazerosa, tão bela e honrosa de conhecer.
Insuperável é a minha vontade de te amar, meu anjo. Estejas sempre comigo.
Talvez em minhas palavras eu falhe e não possa dizer, o que realmente está ai para ser dito.
Mas, em poucas palavras, tu és a minha garota dourada e eu amo você, Elizabeth.
Seu caloroso toque tem um nome agora, sua aconchegante companhia tem um significado intrínseco. Traz a mim uma intensidade de sentimentos, ah, posso vagar alguns minutos em sua névoa, posso me perder leve e levianamente em seus mistérios.
Em mim surgem as lembranças tão queridas do nosso tempo juntas.
E muito amor para que se produzam mais ainda delas.
E muita cautela para que não se deixe morrer as que já guardo em mim, tão preciosas e belas.
Você é a minha garota dourada, que guia meus passos pra fora das águas escuras que me afogam em sonhos... Não posso dar explicações, apenas sei que é você.
Você é a minha garota dourada, até mesmo depois que o sol se põe, e cai a noite com suas dúvidas e medos esperando por nós em todas as esquinas.
Até mesmo nesses momentos obscuros posso ver a sua luz, e posso senti-la aquecer algum lugar em meu interior e dar-me paz, posso ter certeza que o horrores presentes nas perpétuas e desesperadoras noites não são fortes o suficiente para apaga-la, e se você sempre brilhar meu bem, nunca estarei só na escuridão novamente.
Sua leveza é impactante a todos os seres - tão perfeita ela se faz - no meio dessa confusa realidade em que existimos e só de imaginar sua querida voz a me dizer coisas doces sinto toda a calma e sentimentos bons me invadir, são todos presentes seus, e eu lhe agradeço infindavelmente por tudo isso, meu docinho.
Sinto seu toque meigo em minha pele... suavemente belo ele toca até minha alma. Afaga meu ser e o carrega pro limbo da tranquilidade e dos sonhos bons. Fico perdida nesse seu jeito tão doce de existir... Não sei lidar, é muito bom ter você por perto.
Você é minha garota dourada, a quem estou sempre disposta a reencontrar.
A distância não possui significado algum, números impostos ao meu coração, mas meu ímpeto ele é forte e ele é profundo, tornando assim até mesmo as imposições da realidade em qualquer bobagem me levando ao momento em que me percebo em seus braços e suave toque outra vez.
Você é uma criatura linda, os sentimentos que você me inspira escorrem desde a manhã até o fim dos meus dias, eles me trazem tantas coisas boas ao coração e me mostram um jeito diferente de se conhecer a realidade, o jeito que você me ensinou.
Inconfundível é a tua essência a qual me é tão prazerosa, tão bela e honrosa de conhecer.
Insuperável é a minha vontade de te amar, meu anjo. Estejas sempre comigo.
Talvez em minhas palavras eu falhe e não possa dizer, o que realmente está ai para ser dito.
Mas, em poucas palavras, tu és a minha garota dourada e eu amo você, Elizabeth.
terça-feira, 7 de março de 2017
Incomensurável
Tantos momentos eu não soube te dizer o que foi, nem sou capaz de descrevê-los agora que tenho a minha mente estagnada.
Palavras que foram ditas ao completo nada, olhos receosos em procurar por aquilo que anseiam, mas não há como impedi-los.
São momentos invisíveis para todos os outros que os compuseram porém estarão guardados para sempre na minha silenciosa mente.
Não há quem possa reproduzi-los porém eu mesma, e eu nunca ousaria repeti-los novamente para quem quer que fosse.
Não foram inventadas ainda, nas vastas linguagens humanas, expressões capazes de comunicar corretamente e fazer compreender o que houve, logo, não há porquê desperdiçar dias e noites nem mesmo nos dolorosos e falhos esboços.
Estarão lá, para sempre congelados, esperando em vão por alguma resposta - e esta nunca virá.
Como nunca virá nenhum alívio.
E não haverá quem me escute seja o lugar que eu vá nesse mundo.
Não haverá quem saiba pôr nome nessa dor que queima em meu peito.
Não haverá quem a possa compreender, ou curar.
Como não haverá quem a possa sentir da maneira que sinto.
Será tudo em vão, todas as vezes, e para sempre.
Esses momentos são inexplicavelmente densos - perpétuos - e não há lágrimas para chora-los, não há voz para grita-los para fora de mim, não há meios de fazê-los sair, tão profundamente enterrados estão eles em meu interior.
Como se fossem danos cerebrais permanentes.
Como se fossem ossos quebrados em minha alma.
Meu corpo esta repleto deles, momentos que duraram poucos segundos talvez, mas que se repetiram interminavelmente em minha cabeça todos os dias desde sua concepção.
Meu coração cria pequenas rachaduras para acomoda-los - há mais e mais deles todos os dias - e assim ele abre mais espaço lenta e dolorosamente.
Resta apenas a dúvida do seu limite de expansão.
É nítida minha inépcia - que não há o que se fazer - não há nenhum consolo a ser buscado.
Minha boca amarga, mas eu não possuo capacidade de reproduzir nenhum som ou ideia, apenas calo.
Não ouso dizer-me palavras reconfortantes, não quero reconhecer a existência de tal situação.
Sou impotente diante deste fato de todas as formas possíveis.
Nunca serei livre novamente, tenho certeza.
E a única resposta à espera é espera.
Palavras que foram ditas ao completo nada, olhos receosos em procurar por aquilo que anseiam, mas não há como impedi-los.
São momentos invisíveis para todos os outros que os compuseram porém estarão guardados para sempre na minha silenciosa mente.
Não há quem possa reproduzi-los porém eu mesma, e eu nunca ousaria repeti-los novamente para quem quer que fosse.
Não foram inventadas ainda, nas vastas linguagens humanas, expressões capazes de comunicar corretamente e fazer compreender o que houve, logo, não há porquê desperdiçar dias e noites nem mesmo nos dolorosos e falhos esboços.
Estarão lá, para sempre congelados, esperando em vão por alguma resposta - e esta nunca virá.
Como nunca virá nenhum alívio.
E não haverá quem me escute seja o lugar que eu vá nesse mundo.
Não haverá quem saiba pôr nome nessa dor que queima em meu peito.
Não haverá quem a possa compreender, ou curar.
Como não haverá quem a possa sentir da maneira que sinto.
Será tudo em vão, todas as vezes, e para sempre.
Esses momentos são inexplicavelmente densos - perpétuos - e não há lágrimas para chora-los, não há voz para grita-los para fora de mim, não há meios de fazê-los sair, tão profundamente enterrados estão eles em meu interior.
Como se fossem danos cerebrais permanentes.
Como se fossem ossos quebrados em minha alma.
Meu corpo esta repleto deles, momentos que duraram poucos segundos talvez, mas que se repetiram interminavelmente em minha cabeça todos os dias desde sua concepção.
Meu coração cria pequenas rachaduras para acomoda-los - há mais e mais deles todos os dias - e assim ele abre mais espaço lenta e dolorosamente.
Resta apenas a dúvida do seu limite de expansão.
É nítida minha inépcia - que não há o que se fazer - não há nenhum consolo a ser buscado.
Minha boca amarga, mas eu não possuo capacidade de reproduzir nenhum som ou ideia, apenas calo.
Não ouso dizer-me palavras reconfortantes, não quero reconhecer a existência de tal situação.
Um nó se ata, sobre si mesmo, infinitamente em minha mente.
E ele pesa na minha garganta, ele não me deixa respirar...
Sou consumida de dentro para fora.
Estou aprisionada, mas não reluto se quer um segundo.Sou consumida de dentro para fora.
Sou impotente diante deste fato de todas as formas possíveis.
Nunca serei livre novamente, tenho certeza.
E a única resposta à espera é espera.
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