Eu dou risada do eterno
nos meus bolsos eu carrego os pedaços de linóleo desbotado
que um dia tu pisastes,
isso é eterno?
Gargalhei.
O eterno se fez
nos amontoados de ossos
dentro de caixas?
Ou em minhas mãos?
O eterno pintou de antemão
toda a paisagem
não restou nenhum centímetro de acaso
pra preencher-me de sensações?
Dei risada,
pela última vez,
o som ecoou até
teu coração
ou só se foi
perdido
em imensidão?
Pintei um nome
numa folha
publiquei arte
fiquei fitando o céu por meia hora
e aquilo me pareceu eterno
(que é meio como não sentir o tempo passar
sim (eu acredito que seja assim
eu diria que eterno é a ausência daquele sentimento que o tempo nos dá
aquele esmagamento, que nos exprime essência pelas têmporas e olhos.
E
banhada pelo sol
poesia me transbordou de palavras
eu quis dizê-las todas a você
e sonhar todos os meus sonhos azuis hortênsia em seus braços.
Quando estou no céu não sei a hora
fico perdida no agora
é o verdadeiro
presente.
As nuvens embaraçaram os meus cabelos de ideias e acasos banais
constituíram um sentimento novo em minha espinha dorsal
ainda não dei um nome a isto
deixei pairar no ar do meu quarto
me dá mais prazer assim.
As coisas postas em todas as partes.
Inebriantes
curiosidades
são tão mais agradáveis.
Diagramar a realidade a todo momento
custosa tarefa, confortavelmente condicionada
encaixar as pedaços e olhar a fundo
os espaços em branco
por centímetro quadrado.
Esqueço de propósito
só desejo me lembrar
do seu olhar a me procurar.
Jamais quis comprimir com palavras de eternidade
coisa rara tão amada
não quis sobre ela
cravar alguma estaca.
Quis apenas encostar um pouco meu coração
e sentir a respiração
de outro ser além do meu.
Quis estar ali
naquele momento naquele lugar
daquele jeito, meio assim, meio sem fim.
Sem pôr nome, nem dizer que sim
sem abanar a cabeça
jamais compelir
qualquer ato
ou qualquer coisa
deixando como acontecer
seguindo meu fluxo de ser
e gargalhando
talvez junto a você...
Sempre comigo mesma
até o amanhecer.
quinta-feira, 25 de julho de 2019
sábado, 13 de julho de 2019
I (azul ciano do céu que amo)
Minha alma sucumbiu levemente em tuas mãos
E meu coração se aprumou a bater
Foi por um ínfimo instante de descontrole
Em que não encontrei forma de apagar, e brilhou
Abruptamente como um raio
Explodiu no horizonte, soou na imensidão do meu espírito
Temerosa mergulhei-me na escuridão, respirei fundo, apaguei os rastros
O que são essas ideias que contaminam meu ser?
Que realidade caótica está a se formar em minhas entranhas?
Ah, eu deixaria me consumir se houvesse por acaso permitido que toda a sua intensidade invadisse meu ser
Mas minha alma soou tão doce e bela
Eu não pude deixar de notar
E quando me mostrasse
Nos teus olhos
E quando me contasse
Com tuas mãos
Quem poderia em meu lugar não sentir?
Pois antes de que se faça necessário dizer
É fato
Conquanto que não sejam demonstrados
Os sentimentos existem
E há ocasiões em que eles são capazes de consumir a gente
Se não os deixamos algum espaço para que floresçam
Talvez eu não consiga encontrar lugar
Dentro de meu ser
Para a imensidão que compreende
ressacas e constelações
Para o colossal poder
que ondas e olhares imprecisos
são capazes de ter sobre meu ser
Por isso quando estou contigo
É preciso ter muito cuidado
Com o tempo precioso
E é preciso tomar cuidado
Com os sentimentos que se despejam para fora sem avisarem
Deixo minha alma contigo dançar no silêncio, quando imagino tua presença em meu quarto
E deixo me consumir nos raros instantes de descontrole, de forma ocasional, seja como for
Ao menos estarei aqui
Nesse quarto, nesse momento
Eternamente enquanto for
Os dias que não acabam
São eternos de uma forma inexorável
Não como os dias que ficaram - memoráveis - nos nossos corações
Mas como aqueles que realmente nunca acabaram de fato
Minha alma sucumbiu levianamente em teus prazeres
Ela não soube te dizer não
Contrastou teus olhos
No meio da minha confusão
Minha alma repousou bela ao teu lado
Tão bela que até dormiu
Sem sofrer, nem sentir
Sem que houvesse ao que ela temer
O dia se iniciou com o metalizado azul
E os raios e os pássaros invadiam pelas janelas da alma
Sem que eu pudesse minimamente perceber
que o faziam
É este o jeito que me fazes
E eu não posso resistir a sê-lo
Prazerosa essência
Preciosos momentos
Acelerado batimento cardíaco
Incompreensível sensação
Frugal ilusão
E meu coração se aprumou a bater
Foi por um ínfimo instante de descontrole
Em que não encontrei forma de apagar, e brilhou
Abruptamente como um raio
Explodiu no horizonte, soou na imensidão do meu espírito
Temerosa mergulhei-me na escuridão, respirei fundo, apaguei os rastros
O que são essas ideias que contaminam meu ser?
Que realidade caótica está a se formar em minhas entranhas?
Ah, eu deixaria me consumir se houvesse por acaso permitido que toda a sua intensidade invadisse meu ser
Mas minha alma soou tão doce e bela
Eu não pude deixar de notar
E quando me mostrasse
Nos teus olhos
E quando me contasse
Com tuas mãos
Quem poderia em meu lugar não sentir?
Pois antes de que se faça necessário dizer
É fato
Conquanto que não sejam demonstrados
Os sentimentos existem
E há ocasiões em que eles são capazes de consumir a gente
Se não os deixamos algum espaço para que floresçam
Talvez eu não consiga encontrar lugar
Dentro de meu ser
Para a imensidão que compreende
ressacas e constelações
Para o colossal poder
que ondas e olhares imprecisos
são capazes de ter sobre meu ser
Por isso quando estou contigo
É preciso ter muito cuidado
Com o tempo precioso
E é preciso tomar cuidado
Com os sentimentos que se despejam para fora sem avisarem
Deixo minha alma contigo dançar no silêncio, quando imagino tua presença em meu quarto
E deixo me consumir nos raros instantes de descontrole, de forma ocasional, seja como for
Ao menos estarei aqui
Nesse quarto, nesse momento
Eternamente enquanto for
Os dias que não acabam
São eternos de uma forma inexorável
Não como os dias que ficaram - memoráveis - nos nossos corações
Mas como aqueles que realmente nunca acabaram de fato
Minha alma sucumbiu levianamente em teus prazeres
Ela não soube te dizer não
Contrastou teus olhos
No meio da minha confusão
Minha alma repousou bela ao teu lado
Tão bela que até dormiu
Sem sofrer, nem sentir
Sem que houvesse ao que ela temer
O dia se iniciou com o metalizado azul
E os raios e os pássaros invadiam pelas janelas da alma
Sem que eu pudesse minimamente perceber
que o faziam
É este o jeito que me fazes
E eu não posso resistir a sê-lo
Prazerosa essência
Preciosos momentos
Acelerado batimento cardíaco
Incompreensível sensação
Frugal ilusão
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