Quando a morte toca o dia - com seu forte toque - e suas cores pálidas, seu fétido odor, emitindo sua vibração explosiva e chocante em nossas almas, qualquer que seja a perspectiva que tu olhes, verás morte.
Morte, morte, morte.
Por todos os lados.
Nos bueiros, nas casas, nas ruas - te espera.
Pairando. Podre. Dentro de caixões há muito esquecidos.
Qual será o gosto que tem? - perguntas - teus olhos inocentes brilham, nunca o provaram.
Eu já senti, há muito tempo atrás. E também mais recentemente, para a minha infelicidade.
O provei - primeiramente - das mãos da amada dona dos meus primeiros passos e pensamentos.
Posteriormente, a obtive proveniente de um homem que antes disso havia me trazido apenas risadas.
Procrastino o dia em que novamente sentirei esse gosto.
Amaldiçoou a espera.
Recolho-me para o meu abrigo mais seguro.
O mais distante possível.
Todos os dias ela vem, e passa.
E o tempo vai puxando-a lentamente para mais perto de mim.
Por enquanto não é minha, nem é daqueles a quem destino o meu doce amor. Não mais.
Deixo-a aos estranhos, aos conhecidos distantes de outros lugares, círculos, vidas, séculos.
Deixo-a passeando pelo meu jardim- colhendo as minhas flores - ou visitando os meus vizinhos, distante porem sempre presente.
Deixo-a então como última opção.
Desesperada estarei e imediatamente ela virá.
Sem propósito algum - a não ser o de remediar a minha dor, acalmar meu coração, silenciar os meus gritos.
Dar-me paz.
E tirar-me as dúvidas.
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