Ausentei-me de mim, e deixei a saudade comer minhas entranhas.
Deixei sem esperanças os sonhos que havia criado e amado, e parti.
Onde estive?
Não tenho certeza, todos os lugares são compostos das mesmas coisas.
Posso te dizer que fui na direção que me pareceu mais bela naquele momento.
Agora nem sei o porquê. Mas ali - na hora - foi decisivo.
Era única pergunta a responder.
Com quem estive?
A partir do momento em que nos perdemos, todo o resto perde o sentido.
Todas as pessoas parecem a mesma, todos as faces que se vê têm a mesma expressão.
As palavras que elas dizem desaparecem rapidamente - elas não tem vida não tem objetivo.
Se esfarelam pelo chão, perdem a cor se você tenta pensa-las, desaparecem se você tenta toca-las.
E não sendo capaz de amar a mim mesma, me tornei um fantasma - e ao meu redor havia algo como uma névoa que tornava tudo distante de mim.
O que eu fiz?
Encontrei algo capaz de iluminar as trevas que existiam dentro de mim.
Algo que pudesse afastar a névoa de meu coração, afugentar os meus medos.
Deixo as minhas antigas lágrimas a quem quiser chora-las, abandonei a podridão do meu ser para revolucionar - não sendo outra pessoa ou algo do tipo - mas apenas com o simples ato de permitir-me outra vez .
E foi assim que pude impedir o domínio de meus medos.
Nenhum arrependimento perdido pesa em meu coração.
Nenhuma voz ecoa para acusar as minhas fraquezas.
Nenhum beijo restou no ar - nem houveram abraços de despedidas.
E foi assim que deixei partir de mim a escuridão que me habitava há tanto tempo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Oh, just say something, bye