Nunca esperei encontrar você.
Mas era inverno e se fez Eleonora diante dos meus olhos, assim, naturalmente.
Doce e bela, fez surgir em mim o mais tenro amor que eu alimento sem pesares, sem fronteiras.
Quando não estamos juntas, fiel a minha mente reproduz a incansável luz que emana de você, não é perfeita como você a faz... é apenas paliativo para minha saudade.
E quando me encontro na presença de outras essências, névoa e confusão pairam sobre mim.
Então procuro por você nos pequenos detalhes, nas frestas que se racham nas construções, nos globos oculares alheios, e fico repetindo o seu nome esperando que de algum modo você surgirá para mim, braços abertos para eu aconchegar meu corpo, pele macia para afagar minha dor.
Não consigo acalmar meu coração que chora para estar ao seu lado.
Não consigo deixar de esperar por você incessantemente.
Quando me vejo na presença de estranhos me estilhaço leviana, veias explodem entupidas de saudade, mas me refaço outra vez para sempre poder ir até sua companhia.
Estarei sempre disposta a respirar ao seu lado...
Se as lágrimas me vem forte enquanto escrevo-te essas palavras não vá pensar de modo errado, não vá imaginar que podes me fazer qualquer mal - são outros ímpetos que levam meu coração a ser da maneira que é - e a sua doce presença é meu contraste, é minha maneira de sair da desordem.
Repouso plácida em seu colo minha amada, aroma de flor de cerejeira, abraços e meia-luz.
Não acredito que o tempo mudou dessa forma e pude ter você comigo, para ouvir e amar, para sentir e admirar, para querer bem e cuidar... sempre.
Andando por todos os espaços em branco, por todas as ruas, onde está você Eleonora?
Onde devo procurar por uma criatura tão graciosa neste planeta imundo e triste?
Agradeço as mãos macias que afagaram esse ser, que regaram essa flor, que fortaleceram essa alma.
Sei bem que são amáveis e fortes e graças a elas eu possuo a incrível oportunidade de amar você.
De poder questionar a sua humanidade, sentir que é impossível medir ou refazer Eleonora.
Digo palavras de amor a você todos os dias, e escuto as suas, me deixo embriagar nelas.
Criam ecos e se multiplicam na minha infinidade, e nos momentos em que me encontro abatida, elas voltam até mim para me fortalecer e cuidar.
E eu haveria de dedicar dias eternos as nossas conversas... posso inclusive imaginar nós duas deitadas em dunas de areia com o céu estrelado e muitas coisas para divagar mas também muitas horas para passar em silêncio ao seu lado, descansar na sua paz.
O vento ia balançar seus cachinhos e você me falaria coisas doces apenas com os olhos como sempre fez.
Quando fico sozinha por aí, longe de você assim, me dói o peito muito forte de saudade mas a certeza bela de que você existe - e de que meu coração nunca voltará atrás em sentir tudo isso que você inspira a ele - me afaga e acalma.
E por isso não me importo em sentir o que quer que seja - que aperte ou que doa forte demais - são todos sentimentos que para mim não haverá forma de reproduzir e que possuem valor inestimável. Apenas mantenho o desejo de que você não se vá para sempre nesses dias perdidos e estranhos que nem posso perceber quantos são, ou de que forma se concretizaram sem você ao meu lado, passam rápido demais para ponderar qualquer coisa.
Quando estou por aí, na minha incessante procura, meu amor se projeta, não posso evitar e o vejo em todos os cantos e em todas as pessoas... quem dera se o mundo todo tivesse o teu amor impregnado por aí...
Quando tento dizer aos outros o que é, fico limitada pelas palavras, fico limitada pelas perspectivas pessoais de cada um, queria muito forte que apenas sentissem o que eu sinto...
Minha alma urge pela sua. Ela não admite limitações mundanas
E assim o sou/sinto desde que conheci você minha querida, minha amada, Eleonora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Oh, just say something, bye