Eu vejo o teu rosto - ele não possui expressão enquanto me olhas demoradamente nos olhos da mesma forma que o ato em si não possui nenhum significado intrínseco - é feito por ti mecanicamente.
Eu ouço as tuas palavras, são apenas palavras jorradas sobre meu corpo sem razão, são apenas ilustrações de tuas mentiras - não expressam teus sentimentos, nem tuas ideias - servem para que eu permaneça quieta na escuridão.
São ditas à mim no intuito de me satisfazer de alguma forma, mas não há a miníma possibilidade de o fazer apenas com essas palavras vazias pensei que tu soubesses disso há muito tempo.
Eu ouço teus passos em minha direção - calculadamente executados - tu se aproximas controladamente e apesar de intuir o ato, eu jamais consigo concluir o porquê.
Eu sinto tua presença como alguém que senta a beira da praia quando o mar está revolto.
Tu me confundes na tua incerteza.
Tu me afogas no teu vazio.
Tu me jogas para o fundo das águas escuras, tu me deixas só por lá.
Eu sinto tua ausência como alguém que perde os sentidos, entro em desespero, como se não houvessem parâmetros para viver assim, sem você.
Eu sinto tuas possibilidades se esvaindo, sinto que não estás mais aqui comigo.
Meus olhos veem você, brilhante sem que existam maneiras de ignorar-te, e meu corpo pode sentir o calor que emana do seu, a vida que respira em ti, teus reflexos, tua fala.
O tempo esmaga a todos nós e vejo como tu te afastas - débil e letárgico - e eu me percebo incapaz de me aproximar enquanto para o lado oposto estou inexoravelmente sendo levada, e não posso conter-me, não posso impedir-me, as mesmas leis que regem todas as colisões galácticas aplicam-se ao meu ser e eu estou fadada a obedecê-las.
Tuas pernas cruzadas enquanto esperas por mim, sei que disto pode ser extraído algum significado mas eu não consigo percebe-lo, não consigo ver o que está ali.
Não se tenho você a turvar meus olhos e pensamentos em águas vazias de setembro.
Confundem-me, me provocam com enigmas, me consomem em dúvidas.
Eu sinto tuas mãos tocarem as minhas - ínfimos instantes inesquecíveis - ao mesmo tempo posso sentir que me repelem de algum jeito, são gélidas, são solitárias e os momentos em que estiveram por perto tem se apagado lentamente, tem se dissipado no cotidiano.
Eu buscava algum valor mas me perdi... não havia para onde seguir então desapareci.
Nenhum dos significados estava ali, nem aqueles aos quais eu temia.
Somente o teu vazio.
Eu ouço as tuas palavras, são apenas palavras jorradas sobre meu corpo sem razão, são apenas ilustrações de tuas mentiras - não expressam teus sentimentos, nem tuas ideias - servem para que eu permaneça quieta na escuridão.
São ditas à mim no intuito de me satisfazer de alguma forma, mas não há a miníma possibilidade de o fazer apenas com essas palavras vazias pensei que tu soubesses disso há muito tempo.
Eu ouço teus passos em minha direção - calculadamente executados - tu se aproximas controladamente e apesar de intuir o ato, eu jamais consigo concluir o porquê.
Eu sinto tua presença como alguém que senta a beira da praia quando o mar está revolto.
Tu me confundes na tua incerteza.
Tu me afogas no teu vazio.
Tu me jogas para o fundo das águas escuras, tu me deixas só por lá.
Eu sinto tua ausência como alguém que perde os sentidos, entro em desespero, como se não houvessem parâmetros para viver assim, sem você.
Eu sinto tuas possibilidades se esvaindo, sinto que não estás mais aqui comigo.
Meus olhos veem você, brilhante sem que existam maneiras de ignorar-te, e meu corpo pode sentir o calor que emana do seu, a vida que respira em ti, teus reflexos, tua fala.
O tempo esmaga a todos nós e vejo como tu te afastas - débil e letárgico - e eu me percebo incapaz de me aproximar enquanto para o lado oposto estou inexoravelmente sendo levada, e não posso conter-me, não posso impedir-me, as mesmas leis que regem todas as colisões galácticas aplicam-se ao meu ser e eu estou fadada a obedecê-las.
Tuas pernas cruzadas enquanto esperas por mim, sei que disto pode ser extraído algum significado mas eu não consigo percebe-lo, não consigo ver o que está ali.
Não se tenho você a turvar meus olhos e pensamentos em águas vazias de setembro.
Confundem-me, me provocam com enigmas, me consomem em dúvidas.
Eu sinto tuas mãos tocarem as minhas - ínfimos instantes inesquecíveis - ao mesmo tempo posso sentir que me repelem de algum jeito, são gélidas, são solitárias e os momentos em que estiveram por perto tem se apagado lentamente, tem se dissipado no cotidiano.
Eu buscava algum valor mas me perdi... não havia para onde seguir então desapareci.
Nenhum dos significados estava ali, nem aqueles aos quais eu temia.
Somente o teu vazio.
e portanto eu a vejo aí.
ResponderExcluirvejo estes olhos negros que parecem não ceder para mim.
não é como se a gente pudesse se entender.
não é como se o tempo nos ajudasse.
não é como se eu tivesse uma resposta quando te quero por perto.
reconstruir valores é expandir as dúvidas.
para ser menos vazio o espaço precisa de mais problemas, e isso achávamos já ter demais (não é mesmo?)
mas a gente sempre foi forte.
o que ganho também são palavras.
e portanto para mim são das mais valiosas.
mas não é, de forma alguma, como se fosse um espaço vazio - esse entre a minha palavra e a tua
talvez fosse mais para um espaço confortável, de provável economia de coisas, a gente não precisa muito mesmo, o texto vai ajudando a preencher.
mas para isso eu preciso vê-la por aqui.
b