sábado, 17 de setembro de 2011

Sonho.

O capitulo a seguir é triste e temeroso. causa medo e arrepios e invade a todos com uma angustia propria, feita de lágrimas.
Sinto muito em lhes escrever esse capítulo que me dói na alma.
Mas é preciso escrever, é preciso dizer,  e é preciso escrever.
Pois é preciso que contem, com lágrimas, com desespero, com um gosto amargo na boca.
A triste mocinha perde seu porto seguro.
Mortes sempre serão tristes. Abraços reconfortantes e palavras de apoio não poderão mudar a ideia de que a morte está em todos os lugares, a espreita. 
O pai da mocinha morre.
E as coisas se despedaçam.
Como papeis finos que não tem importancia, só tem palavras.
As coisas que se esmagam contra a parede, junto com os sentimentos que se esmagam contra o coração em uma tentativa nem sempre bem sucedida e livre de efeitos colaterais de entrar no coração.
Mortes são necessarias as vezes.
Essa morte era necessaria.
Ninguém cortou nada pela metade.
Estava na hora, estava na hora, o que se pode fazer?
Cada segundo da vida dele foi bem vivida.
Por isso acabou, sem nenhum arrastar de correntes.
Sem nenhuma missão incabada.
Todas as coisas foram feitas, todas as palavras foram ditas.
A morte. A calma e serena, livre de conceitos e preconceitos.
Esta aqui. E agora está lá.
Lá longe.
E está cortando um fio da vida que está quase rebentado.
Cortando uma respiração que já é quase nada.
E batidas desritmadas.
Nesse momento a mocinha precisa dizer adeus de longe.
E talvez o pai da mocinha ouça o adeus.
Talvez a morte lhe permita ouvir pela última vez.
"Adeus"


"Adeus"



É um capítulo realmente triste. De adeus e lágrimas.
E o que vem a seguir não se parece nada com o presente deste momento.
Mas este é outro capitulo. Por enquanto serão as lágrimas e o último adeus.
Este capítulo começoun h´algum tempo.
Mas permitam-me mostra-lhes o corpo morto que não geme, nem respira pois está morto.
Até amanha ou depois, quando nos encontraremos para encontrar o corpo.

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