quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Extasiada

Passarei minhas horas ao teu lado de hoje em diante, você se importa?
Estarias sempre comigo se eu pedisse isso à você? Você me diria que sim?
Você nunca me deixaria sozinha? Se eu pedisse a você, você ficaria aqui?
É dificíl explicar, é que quando penso em você e lembro dos teus olhinhos tão lindos a me olhar e seguir e sorrir e a prestar me atenção, ah, então nessas horas meu mundo todo fica azul e mergulho na imensidão dos pensamentos irrelevantes e até me perco de tanta emoção. Então fica muito bom respirar. Fica muito bom de ouvir qualquer coisa que me digam. Extasiada, me atiro a você, você me levaria embora se eu precisasse? Não sei porque, mas não desejo mais as outras coisas. Tudo está bom desde que não partas para sempre da minha alma, tudo estará bem desde que não deixes de falar, ah, eu amo ouvir você falar. Eu juro que sim, e ouço tuas palavras que se comunicam, sim, se comunicam com os meus pensamentos e ah, não posso parar de te ver, ouvir, tocar, apenas isso, você se tornou necessário à minha existência. Eu não consigo acreditar em tamanha felicidade só por estar na tua presença. E quando estou consciente, repito à mim mesma: "Impossível, impossível, impossível, pare de sentir tudo isso, acalme-se". Porém não consigo, não consigo me acalmar. Só essa ideia já me deixa sem ar. E quando você me sorri, tudo vira neblina, e me perco na tua névoa - flutuante e doce - ela me leva para longe, e me faz sonhar os sonhos mais intensos sem que eu precise sequer fechar os meus olhos. Nenhuma só vez em que eu te pensei, em que eu te refiz - com estes olhinhos, e esse sorriso, e aquelas palavras - nenhuma só vez eu fui capaz de não sorrir. E seria me pedir demais, que eu não sorrisse, sim sim seria. Não há porque não me sentir bem. Se você me faz bem, porque então eu deveria dar as costas ou dizer a você coisas desagradáveis? Não há porque nada disso. Tenho só motivos pra sorrir e me atirar as nuvens, o resto é só o resto, não há porque se importar com coisinhas banais. Nem essas palavras, talvez nem os meus pensamentos - agora delirantes, admito - expliquem de forma exata a maneira que eu me sinto agora. Eu poderia quem sabe, eu poderia me libertar de tudo e voar. Já estou lá, já estou nas nuvens, você pode vir comigo se quiser. E taparemos - com nossas mãos - toda a luz que for desnecessária, para então mergulhar no céu que tornou tudo tão belo, tão único e ao que me parece, impossível, impossível, impossívelmente lindo demais.

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