sábado, 5 de outubro de 2013

Onde tu estavas meu amor?

Te procurei por tanto tempo, imagino que já se tenham passado dias desde que comecei a caminhar a tua procura.
Procurei-te, onde estavas? Onde tu estavas meu amor?
Eu não pude ver teus olhos, e oh , isso matou meu coração. Porque não estas aqui, te pergunto.
Porém tua face permaneceu intacta, tu me respondestes: "Já é tarde". e Tu me dissestes: "Vá para longe".
Te procurei noites sem parar, meu amor.
Eu parti - mas eu juro - eu não era mais capaz.
Todo o meu corpo gritava de dor, tudo o que havia em mim morria a cada segundo - e ao teu lado, morrer?
Eu não pude morrer ao lado de quem eu amava.
Sou muito fraca para morrer.
E eu te procuro incessavelmente desde o dia em que eu parti.
Te procuro, entre vales e montanhas, nas florestas mais tristes.
Te procuro, tu és a luz que me cega e a força que me puxa por todos os lugares.
Te procuro, sem ser capaz de sentir que um dia tu existisse realmente.
Te procurei tanto e escalei montanhas e morri de frio e de fome muito mais que mil vezes.
Tudo apenas para ver teus olhos vazios e ouvir aquelas frases que eu desejo esquecer.
Porém havia qualquer verdade nas palavras que me dissestes no final de tudo. Havia qualquer coisa de mal em tudo o que me dissestes. Estaria eu errada quando pensei sentir irônia na tua voz?
Eu, deseperada, esperei que tu me desses uma saída. Esperei que tu me mostrasse um comprimido com a solução, tu não o tinhas.
Ou não o queria ter, tanto faz.
Vagarei sozinha, à procura de mim mesma.
Na calçada à meia-luz, estarei só e perdida, mas não precisarei de mais ninguém.

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