sábado, 25 de junho de 2011

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enquanto ela pensa em hipóteses, ele vive qualquer coisa que seja indiferente em relação à ela, mas sempre diz que se importa em voz baixa, como se ele a guardasse num pequeno pedaço de papel que fica sempre no bolso, sempre amassado, como se a guardasse na ponta de uma agulha que sempre estivesse na sua pele, que latejasse e doesse, mas que fosse uma dor que mostrasse para ele que ele estava vivo, uma dor que não encomodava, já fazia parte.
e enquanto ela destrói os planos para o futuro, ele tenta impedir que ela se perca, mas de qualquer maneira, ela já está perdida. Está perdida desde o dia em que percebeu que ele não voltaria nunca mais. quando percebeu que não podia mudar isso, simplesmente era assim. quando ela percebeu que toda a vez que ela dizia “adeus” era para sempre.
e enquanto ela sorri falsamente, ele apenas não sorri porque ele sabe que ela não está feliz. e enquanto ela mente que as coisas vão se acertar, ele sabe que nada está certo para ela, e ele queria poder mudar isso.
e enquanto ele pensa nisso tudo… ela apenas sorri porque ela não tem mais nada e ele no fundo sabe que, na verdade, todas as hipóteses e todos os planos destruídos, todos os sorrisos falsos e todas as lágrimas verdadeiras, dependiam apenas dele.

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