quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um corpo morto que mente.

Eu sou um corpo morto
Eu sou um corpo gelado
Eu sou uma casca vazia
Eu sou um corpo nu, usado e descartado

Eu sou um corpo qualquer jogado na rua
Na calçada
No beco sem saída que se tornou a minha vida.
Eu sou um corpo vazio
E que mente

Eu sou um corpo morto
E ninguém vê
Ninguém vê como minhas mãos são geladas
Como minha boca é gelada
Como meus olhos estão mortos
Assassinados 

Eu sou um corpo abandonado
Jogado na calçada
E às vezes alguém esbarra em mim
Às vezes reclama
Às vezes nem nota
Às vezes sente pena
Às vezes me pergunta o que houve
Às vezes nem pergunta, porque não precisa, está estampado

Escrito com facas afiadas no meu corpo
Escrito com sangue nas paredes que me cercam, e nas que não me cercam também
Eu sou um corpo gelado
E a única coisa que ferve dentro de mim é meu coração.

Eu sou um corpo morto. 
E que te faz pensar o que realmente você tem. 
Que te faz pensar sobre coisas que doem e que você preferia não pensar.
E que mente que está vivo.
Até ser capaz de acreditar na própria mentira.
Mas eu ainda sou um corpo morto.

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