terça-feira, 24 de maio de 2011

É isso que você é.

A sua ausência escorre do teto, como você escorre das minhas mãos. A sua ausência é gelada. Gelada como as minhas mãos são agora, as mesmas mãos que apalpam o travesseiro e a cama atrás de você e do seu calor. E você não está aqui. Apalpam o vazio. Um vazio maior que eu. Maior do que eu posso aguentar. A sua ausência se impregna pelas paredes e desse até o chão. A sua ausência tranca as portas e janelas por onde você não vai entrar. Eu perdi você. Agora você é mais um que me decepcionou. Porque decepções existem, e não cansam de relembrar a sua existência. Agora você é mais uma ausência em um quarto cheio de ausências. Você é mais um que me vira as costas. É, você é.

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