segunda-feira, 23 de maio de 2011

Apenas desta vez.

    Novamente sem fim. Também sem felicidade. Principalmente sem amor. E é claro, sem respostas.
   Geralmente, quando isso fica assim, sem terminar, sem acontecer nada outra vez, ela chora.
   Às vezes não. Às vezes ela só não sorri. Às vezes ela só não quer viver.
   De vez enquando aparece alguma promessa de que vai passar fácil.
   De vez enquando aparece algo ou alguém que pareça valer a pena.
   Existem um milhão de coisas ou momentos felizes, mas ela não presta atenção nisso.
   Talvez - para quem acredita - pareça exagero. Mas é a emoção do momento em que te tiram o chão que faz com que ela exagere. Sim, se você por acaso soubesse como é não ter chão, você saberia que é verdadeiro. E é preciso que todos entendam que falar o que sente não diminui tanto assim a dor, mas ajuda.    
   E ela aceita qualquer ajuda.
   Hoje, não sei porque, hoje ela sorriu no final. Não um daqueles sorrisos desesperados. Não, não aqueles típicos sorrisos forçados. Não é preciso estampar também. Aquele sorriso foi um sorriso de quem ganhou mais do que perdeu pela primeira vez em meses.
   É importante dizer. É importante ouvir. É importante saber que viver quase vale a pena. É importante ter um sorriso no rosto, pelo menons hoje.
   E sentir qualquer coisa que se pareça com um chão. Mesmo que não seja.

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