Eu não sei se é cedo demais. Estou de pé desde as seis. Eu não consigo dormir, com tantas verdades inconvenientes na minha cabeça. Não consigo respirar direito. Não sem você. E você é a minha verdade inconveniente. É você quem me faz enxergar tudo aquilo que eu não quero. Vo-cê. E essa história, é mais outra mentira. Outra vez. E quantas vezes mais vou precisar? Eu sou outra. Essa história é só outra dor. Só outro sofrimento. Isso é só outra chance, de errar. Num jogo que ninguém acerta. Porque todos são errados. Ou vítimas. Mas eu não sou vítima nenhuma.
Eu não sei se é tarde demais. Eu não consigo dormir, com tantas palavras entaladas na minha garganta. Eu preciso grita-las. E expulsa-las de mim. Eu também deveria expulsar você, mas eu não consigo.
Eu queria te ligar e perguntar como você está. Mas não tenho seu número. Queria te ligar e pedir pra voltar. Mas não tenho seu coração. Não tenho nem direito. De falar uma palavra se quer. A única coisa que eu posso fazer é dormir. Para encontrar com você mais uma vez e mais uma vez, em algum sonho, que é quase a realidade. Mas não é.
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