quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sarah

   Correndo sem rumo em alguma rua vazia. Eu espero te encontrar para te contar algum sonho triste que eu tive. E te contar do meu medo. Que um dia você não esteja mais aqui, Sarah.
   Olhando para o horizonte. O mundo sem os seus olhos parece um deserto. Sarah, seus olhos são as profundezas de um mar imenso que ninguém sabe direito onde fica e até onde vai. E cada vez que eu olho dentro deles, eu me sinto afundar em tantos sentimentos em tantas coisas que eu não consigo nem dizer exatamente o que é. Mas é. Sempre que estou com você eu me sinto flutuar. Assim que acontece. Nós voamos para bem longe. Para podermos nos encontrar em segredo. Para podermos nos escondermos de qualquer perigo. Para que ninguém saiba. E seja algo só nosso.
   Indo para longe, mais uma vez. Indo para casa. Indo para algum lugar onde eu saiba que você vai estar. Para poder respirar tranquila ao seu lado. E saber que os dias de sol existem. De vez enquanto me abrir. E você sabe, que quando eu me abro, eu inundo a sala de lágrimas. E de palavras.
  Ao seu lado Sarah, é onde eu queria estar agora. Mas parece que não é assim todo o tempo. Estamos separadas agora. E isso é triste. Não fomos feitas para isso. Por isso nossos corações e mentes estão sempre unidos por um elo invisível que move todas as coisas de todos os lugares ao mesmo tempo e que faz com que nós nunca estejamos completamente sós.
   Sauara Karima, eu te amo e preciso de você.
                                                                  

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