Eu não sei mais quê palavras usar para descrever o que sinto.
Flutuo entre hipóteses.
E regulo à mim mesma o tempo todo, escolhendo entre o momento certo de sentir e o de parar - desligar tudo - apagar as lembranças por uns instantes e seguir, sem nenhum movimento brusco, sem demonstrar expressão ou sentimento algum, leve e livre.
Estarei eu apenas tapando com as mãos os buracos da minha tristeza?
Não deveria eu ser inteira e integral?
Ao invés de esconder-me das coisas que sinto com sentenças fabricadas como: Foda-se, tudo isso não têm alguma outra solução?
Sou muito fraca para doar-me ao vento.
Necessito respirar coisas verdadeiras e puras.
Se há dentro de ti um sol de palavras e sentimentos, felicidade pura, coisas entorpecentes e tudo mais - tudo isso à minha espera, então desejo-te de todo o coração, dê-me a mão, me leve com você, me mostre tudo isso, agora.
Se tu desejas - por acaso - estar sob meus pés e minha cabeça, desejas sorrir-me e fazer-me feliz, que irei eu fazer?
Irei negar quem amo?
Irei negar-te por acaso?
Dentro de mim não há tamanha força.
Meu auto-controle tem limites, amor.
Se estiveres comigo então nada poderei fazer para resistir-te, e se partires, partistes, por acaso sempre estivestes comigo?
Há ilusões em todas as esquinas, mas sei, posso tocar-te.
Porem há medo dentro do meu coração, há um não ecoando, há olhos perdidos na escuridão vazia do meu ser.
Poderia por favor, querida doce solução cair dos céus, ao invés de eu cair por nada?
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Oh, just say something, bye