Todos os dias eu sinto o peso de seus olhares pousados sobre mim.
Minha dor cria gravidade e os atrai continuamente.
Nos momentos em que estou só não tenho esse peso adicional, fico apenas com o meu, velha companhia.
E ele já é o suficiente para partir-me, eu não desejo por mais...
Mas esses olhares me pousam de forma natural, nunca os clamei entretanto não os posso negar.
Mas esses olhares me pousam de forma natural, nunca os clamei entretanto não os posso negar.
Eles me acompanham onde vou - não importa com quem estou - não importa se diante deles me sinto falante de alguma misteriosa língua a qual não se é possível, através de qualquer meio, compreender.
Em suas vagas contemplações - ///intransponíveis barreiras me cercam/// - mas não há formas de que entendam que eles que não podem, eles jamais poderão me tocar.
Mas nada impede esses olhos de me encontrarem /sentinelas/ todos os dias dolorosamente repousados sobre a minha existência.
Abruptos eles invadem meu ser. Eu desejaria para-los se eu pudesse.
Não possuem piedade alguma enquanto agitam tempestades em meu ser.
Sei que não são maldosos, mas me esfacelam - retiram-me a perspectiva de forma brusca.
Eu sei que não intencionam criar-me qualquer tipo de dor, mas servem-me como demonstração da realidade inegável de tudo o que houve e de tudo o que me foi renegado ser.
Catastroficamente os batimentos cardíacos nunca cessam.
Venenosamente a minha consciência reflete de forma ilimitada em noites frias.
Contrastando existências dentro de mim, acusando, gritando o que não pode ser solucionado.
Não se pode retirar as venenosas vozes, pois profundamente em mim estão cravadas e sem limites elas ressonam, sem expectativa alguma de que um dia possam parar.
E sobre elas pesam esses olhares e sobre os olhares pesam essas verdades /indizíveis-impregnáveis-inegáveis/ e sobre elas pesa a certeza de que nunca haverá maneira de consertar tudo o que houve.
E tudo isso está sobre mim todo o tempo.
Já não sei quem sou, se sou dor, impotência ou pesares apenas.
Se sou apenas o que esses olhos pousados em mim são capazes de perceber.
Se sou apenas esses olhares dirigidos ao meu ser,
O que resume Anna Karenina? Quem sou eu?
Ás vezes tenho medo de saber, e ás vezes, tenho certeza de que não existem definições possíveis e nem o porquê de que existam.
Não sei onde estou ou em que lugar posso me encontrar.
Existência esmagada - sufocada - sofrivelmente só.
No meio de tudo isso, nada alem de dor é distinguível aos meus olhos, que nunca sabem se olham para fora ou para si, quando a paisagem nunca muda de qualquer forma.
Em suas vagas contemplações - ///intransponíveis barreiras me cercam/// - mas não há formas de que entendam que eles que não podem, eles jamais poderão me tocar.
Mas nada impede esses olhos de me encontrarem /sentinelas/ todos os dias dolorosamente repousados sobre a minha existência.
Abruptos eles invadem meu ser. Eu desejaria para-los se eu pudesse.
Não possuem piedade alguma enquanto agitam tempestades em meu ser.
Sei que não são maldosos, mas me esfacelam - retiram-me a perspectiva de forma brusca.
Eu sei que não intencionam criar-me qualquer tipo de dor, mas servem-me como demonstração da realidade inegável de tudo o que houve e de tudo o que me foi renegado ser.
Catastroficamente os batimentos cardíacos nunca cessam.
Venenosamente a minha consciência reflete de forma ilimitada em noites frias.
Contrastando existências dentro de mim, acusando, gritando o que não pode ser solucionado.
Não se pode retirar as venenosas vozes, pois profundamente em mim estão cravadas e sem limites elas ressonam, sem expectativa alguma de que um dia possam parar.
E sobre elas pesam esses olhares e sobre os olhares pesam essas verdades /indizíveis-impregnáveis-inegáveis/ e sobre elas pesa a certeza de que nunca haverá maneira de consertar tudo o que houve.
E tudo isso está sobre mim todo o tempo.
Já não sei quem sou, se sou dor, impotência ou pesares apenas.
Se sou apenas o que esses olhos pousados em mim são capazes de perceber.
Se sou apenas esses olhares dirigidos ao meu ser,
O que resume Anna Karenina? Quem sou eu?
Ás vezes tenho medo de saber, e ás vezes, tenho certeza de que não existem definições possíveis e nem o porquê de que existam.
Não sei onde estou ou em que lugar posso me encontrar.
Existência esmagada - sufocada - sofrivelmente só.
No meio de tudo isso, nada alem de dor é distinguível aos meus olhos, que nunca sabem se olham para fora ou para si, quando a paisagem nunca muda de qualquer forma.
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Oh, just say something, bye