terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Essa é a verdade.

Eu queria tanto ver você sentado ali. E que sorrisse para mim. Mas ali você não estava. E eu desejei, desejei com todas as minhas forças que não fosse apenas uma sala vazia. Mas era. Era só uma sala vazia, igual a todas as outras salas vazias. Tinha um teto. Tinha paredes. E um piso. Tinha uma janela. Tinha uma porta. Mas na verdade, eu não tinha nada disso. Não tinha um piso firme que me mantivesse segura. Nem um teto seguro para me abrigar. Eu não tinha o que ver da janela. Nem para onde ir depois da porta. Então eu caminhei até o centro da sala vazia. Lá fora chovia. Do teto caiam gotas, e por alguns segundos pensei que fossem as minhas próprias lágrimas que escorriam mutuamente por todos os cantos. Da janela eu podia ver que o dia chorava comigo a sua ausência. Tudo ali me lembrava você. O cheiro, as cores, o toque do vazio. Eu não posso descrever nem em palavras, nem em ideias, o que eu sinto por você. Mas a verdade, é que eu já não sou bem-vinda naquela sala vazia.

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