São todas as palavras invisíveis que eu escrevo. São todos os sentimentos que eu não deixo sair. São todas as coisas que acontecem. São todas as suas atitudes, os seus gestos, e as suas palavras, são as roupas, e o cabelo, são os amores e os desejos. São as manias e (des)manias, e o jeito de rir. É tudo tão admirável, o quão grande é a sua determinação e ideia fixa de ser a outra. Ao invés de ser você mesma, de aceitar você, e de criar a sua história, o seu estilo e a sua personalidade. Ser a outra, a que é mais legal, e mais popular, a que tem seu estilo e as suas histórias, mas diga, qual é o problema de ser você mesma? Qual é a graça de ser outra pessoa? Sabe-se que o que você precisa é de alguém que lhe coloque no seu devido lugar.
E o pior de tudo, achar que é melhor que a outra. Ri, sorri, até mente do mesmo jeito que ela.
Acha que é para você que dão oi, que é para você que sorriem, que é de você que gostam. Mas as pessoas, minha querida, não são cegas, e veem como você quer ser a outra, como cuidadosamente a imita, e que parece anotar, e observar cada passo, gesto ou palavra da moça, e que, de fato, na ausência dela, age como ela, e tenta tomar o seu lugar de todas as formas.
Mas por mais que tente, por mais que consiga, nunca será a outra.
A cópia, é só uma cópia. Nada mais do que isso.
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