domingo, 19 de dezembro de 2010

Verdade absoluta.

"Você não pode tudo", aquelas palavras retumbaram dentro dela como um eco infinito. Por que era uma verdade absoluta. Ela não podia. E ponto. Então ela correu para o único lugar onde se sentia segura. E novamente ela estava ali sentada de frente para uma vida que não se parecia com a dela. Mas era a dela. Não se parecia com a vida que ela sempre sonhou. Nunca pensou que um dia seria como é agora. Mas ela não pensou em um monte de coisas. E ah, se ela soubesse como seria. Ela teria fugido antes de chegar a esse ponto. Mas ela não sabia. E agora, ela estava prestes a perder aquele refúgio de paz no meio da tempestade. Tinha que ir. E deixar para trás, tudo o que era importante. Ela descia aqueles degraus cinzas e tortos. E repetia aquelas palavras em voz baixa para si mesma, aquela verdade absoluta. Ela não sabia de mais nada desde então. Não conseguia distinguir o que era real, do que não era. E procurava não pensar muito nisto. Mas uma hora ela ia ter que encarar. Dizer adeus também é necessário. Mas quando ela tentou dizer adeus. Ela não conseguiu. Ela não podia. Tudo estava completamente acabado. E ela não podia mudar isso também.

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