quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Morta.

Olhava para o chão. Falava bem baixinho. Quase não falava. Ficava lá. Só. Consigo mesma. Às vezes, podia ver um esboço de sorriso em seu rosto. Mas, não durava. Logo estava sombrio novamente. Um dia lhe perguntei se ficaria ali para sempre, e me respondeu secamente: - Quando tiver que ir, irei. Também não lhe perguntei mais nada. Às vezes conversávamos, parecia inteligente. Na última conversa, me disse que gostava da minha companhia, e que se pudesse ... Não terminou de dizer o que eu tanto esperava ouvir. Ficou calada no silêncio. No vazio. Então eu fui embora, cabisbaixa. E quando eu voltei, já não estava mais ali. Havia alguma coisa naquelas últimas palavras, que me gritavam que eram as últimas palavras. Mas eu ignorei. E fui embora mesmo assim. Mesmo sabendo que dessa vez seria para sempre.

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