segunda-feira, 28 de março de 2011

Um algo que não consigo tirar de mim, nem com lágrimas, nem com sangue.

     Amar e não ser amada é esperar eternamente algo que nunca virá. É a eterna dúvida. É alimentar expectativas sobre algo que não vai acontecer e você sabe que não vai. É chorar lágrimas que nunca valerão a pena. É se perguntar "porque?". É gritar pro mundo que ele é injusto. Mas isso nós já sabíamos.
     É sentir um algo estranho, misturado com amor, com tristeza, com dor, com angustia, com incerteza, e certeza também.
     É querer pisar firme sem ter chão. É como o medo que nos toma o coração de repente e faz tudo ser ruim, torna o mundo intragável. Difícil de engolir. Torna o ar irrespirável.
     É dizer "nunca mais, nunca mais chorarei, nem sofrerei, nunca mais" todos os dias. É mais tarde se pegar chorando mais uma vez. 
     É tentar e tentar. Mesmo sabendo que é impossível. É repetir para si mesma, É IMPOSSÍVEL. É não conseguir acreditar no que diz.
     É ter uma vontade insaciável. É querer todos os dias alguém que não é seu. Alguém que nunca será seu.
     E por esse alguém querer viver. 
     E por esse alguém querer morrer.
     E por esse alguém querer chorar.
     E por esse alguém querer sorrir.
     Mas não poder nunca mais ser feliz por esse alguém. Ou ser infelizmente feliz. Ou ser felizmente infeliz. Apenas por vê-la sorrir. Por ver que está bem. Mas você não está. Mas isso também não importa.
     Tão triste é isso que hoje me habita. Isso que não sei expulsar de mim. que me mata todos os dias mais um pouco. E me mantém viva em uma lucidez alterada.

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