sábado, 22 de outubro de 2011

girando sem parar até achar alguma coisa

e ela roda
roda
roda
e seu corpo não sente
enquanto ela roda
e roda
e roda
e seu corpo é todo indiferença
e ela roda
e talvez ela seja um poço de desprezo
e ela roda
roda sem parar
sem se importar
ela roda
e podem
pegar as facas
e podem
pegar as agulhas
e podem pegar o que quiser
e podem fazer
o que quiser
cortar
machucar
ela não sente
nada realmente a toca
nada realmente a corta
nada realmente importa.
e ela roda
roda
enquanto seus olhos
mentem e sua boca
grita e seus olhos
buscam alguma coisa a mais
e ela roda roda roda
e dor se torna apenas uma vaga lembrança
ela roda 
e tudo gira
e girando sem parar
ela sente 
alguma coisa se mover dentro dela
ela sente que existe
alguma coisa
enquanto ela roda
roda roda
sem parar
sem se dar conta
ela roda
tudo gira
gira
e o munda dá voltas.
enquanto ela
sozinha
dá voltas
em torno de si mesma.

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