Visitei noites quentes.
Aquelas as quais amei-te.
E senti tudo aquilo mais uma vez, para ter certeza de que realmente existiu.
Senti o calor se espalhando pelo meu corpo - e com a voz trêmula - murmurei seu nome outra vez.
Mesmo assim as tuas noites quentes não foram o suficiente para aquecer meu coração.
Serviram mais para abrasa-lo.
Mostrando - que o amor ás vezes é mesmo muito passageiro - mesmo sendo forte e montanhoso.
E por mais que minha existência corresse para ti, e necessitasse as tuas palavras, o teu carinho, teu doce amor... Acabou.
Hoje não encontro nada além de poeira, e me sinto triste por termos tido esse brevíssimo amor de verão.
Queria-te ao meu lado, e as tuas palavras enchendo os meus ouvidos, tapando a minha boca, num momento solene em que tudo o que tu falastes - contasse para nós duas.
Era como um céu azul a nossa sintonia.
Era como a imensidão das estrelas os sonhos que tivemos juntas.
Porem turvos são os momentos que posso recordar.
Sem saber de mais nada do que pensas ou sentes, sinto que nos tornamos distantes o suficiente para não existirmos mais uma para a outra.
Fadado ao esquecimento e a discórdia está nosso amor.
Nossa criança triste, nosso filho abandonado.
Nosso bebê morto, sem quem por ele lamente.
Sem quem por ele sinta algo, dor, o que seja.
Apenas espaço em branco e memórias.
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