Não te deixo os olhos cansados, nem te demonstro nenhum afeto.
Aqui não é uma questão de chorar ou sorrir.
Sobre o meu cadáver está minha decisão.
A de não sucumbir.
Lavo as minhas mãos e estou pronta para partir.
Pois há muito tempo me foi dada a vida, e em vão atirei-a ao vento - pensando ser essa a minha maneira de viver.
Assim fui, não vivendo, não sentindo, envolvida pela escuridão da tua voz.
Cegada pela intolerância.
Manipulada pelo medo da solidão.
Estúpida.
Você foi como um efeito colateral, como um atraso no relógio.
Foi banal como um acidente de trânsito, e no entanto feriu profundamente o meu interior.
Já não carrego pedaços de ti, já nem sei mais como são.
Esqueci-me do teu cheiro, cor, textura.
Tento em vão não me gabar, porem é irresistível.
Ser livre, ser eu mesma - como pude esperar tanto tempo!
Como pude me privar de sentir um amor tão doce, e de tê-lo nos meus braços e de agarra-lo com força, ao invés de fechar os olhos, ou tapar a boca, ou apenas fingir estar distraída.
Admito - fui uma reles espectadora de minha própria vida, uma sem voz.
Deixei que escolhessem tudo por mim, e por isso nunca me movi se quer um centímetro.
Estagnada e inútil me tornei.
Até encontrar ele.
Como pude viver tantos dias e tantas noites sem sentir a doce ausência que aquela alma causa a mim, hoje sei: o amor e a verdade são livres.
Não esperar por ninguém, não é ai que esta a essência da liberdade.
Amar é ser livre, e sendo de outra forma - não é amar.
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