sábado, 9 de abril de 2011

Minta, apenas para não perder o hábito.

Minta, como se fosse a última mentira. Minta, como se não importasse mais. Se é verdade ou se é mentira. Porque ninguém se importa de verdade mesmo. Minta, mas minta de um jeito que seja impossível de não ser verdade. Minta para mim, me olhando nos olhos, e me faça acreditar que a mentira sou eu. Talvez seja verdade. Mas eu não posso ter certeza quando eu olho nos seus olhos. Eles só me trazem mais perguntas. Enquanto eu só queria te fazer uma. Mas eu já sei a resposta, então pra que perguntar? Eu já sei a resposta, então pra que me importar? Minta, como se fosse difícil dizer a verdade. Talvez seja. Mas eu não sei. Não posso viver apenas de suposições. Minta como se fosse fácil mentir. E pra você, talvez seja. Minta para mim, e me convença a não ir até o fim. Mas é o único fim que eu conheço, então me deixe ir para ele. Você não se importa, eu sei. Apenas assista enquanto eu caio no meu abismo. A culpa não é sua, eu sei.

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