domingo, 3 de abril de 2011

Fácil assim.

É fácil. Você não quer ver. Então fecha os olhos. Mas te atormenta não saber. Então você abre os olhos. Mas ao abri-los, você sofre. Sofre por ver que não significas nada. Que não és importante de verdade. Então fecha novamente os olhos. Mas aquilo que você viu ainda te atormenta. Agora você prefere não saber. É melhor viver na ignorância. Na escuridão. Só você e o que você pode suportar. Nada mais. Mas não, é mais forte que você. Você não aguenta. Talvez a sua imaginação seja pior que a realidade. Talvez você abra os olhos e esteja tudo bem. Então você abre os olhos e descobre que você não queria ver, não queria abrir. De olhos abertos você sorri. Pra dizer que sorriu. Mesmo que seja um sorriso falso. Pra dizer que não precisa. Que não dói. Que você também não liga. Mas você liga sim, então seus olhos estão abertos e você quer chorar. Fecha novamente. Não vê tudo. Não sente muito. Fecha. E abre rapidamente, pra provar pra si mesma e pra todo mundo que você é forte o suficiente. Mas você não é. E nunca mais, nunca mais será capaz de fechar os olhos novamente.

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