domingo, 17 de abril de 2011

Hoje não,

Hoje não sei quem sou
Não sei, ao menos o que sou
Apenas sou, sem ter certeza de que realmente
posso ser

Hoje os sonhos perpétuos de alegria
ou de tristeza
Se quebraram como cristal
E eu não sei cola-los
Não sei se consigo 

Hoje as facas me atravessaram 
Não como facas, mas como mãos
Que puxaram de mim
Qualquer ilusão de ser feliz
                                         Mas não de ser
Hoje não me sorriram
com seus sorrisos vis
Nem me pediram pra fingir
Que meu sorriso era branco e verdadeiro
Nem sei se não é
Ou se é


Hoje as palavras malditas
mal ditas
Sem sentido
E amontoadas dentro de mim
Ressoaram
como um coral
e me disseram quem eu sou.

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